DEMOCRACIA,CIDADANIA,OPINIÃO (DECIDO) Por vezes desfraldamos bandeiras, erguemos os braços no ar, cantamos vitória...Agimos, manifestamos e celebramos!Esta é uma das muitas vantagens que a Democracia nos oferece, sejamos generosos, alimentemos a DEMOCRACIA com CIDADANIA, construamos a nossa OPINIÂO e PARTICIPEMOS.... Tudo isto porque: "A DEMOCRACIA SOMOS NÓS!"
11.9.04
E agora Sr.Presidente da República Portuguesa?
A paciência tem limites, e sempre evitei pronunciar-me sobre o designado "Processo Casa Pia".
Contudo, acho que o limite do razoável, que se exige num estado de direito democrático está profundamente aquém das exigências minimas. O que acabo de descobrir nas páginas da internet,(depoimento integral, fotocopiado do Dr.Ferro Rodrigues) não pode mais uma vez ser tomado com o igual desdém que muitas outras atitudes, acrescento, igualmente de extrema gravidade têm conhecido.
Chega!Basta!
A cultura democrática não pode tolerar sistematicas violações, quer ao segredo de justiça, mas também á própria privacidade individual dos que colaboram com a justiça, de todos aqueles que injustamente foram investigados(a prova está, que muitos não foram constituidos arguidos), mas também no direito do próprio arguido, sempre inocente até prova em contrário e transitado em julgado.
Hoje não podemos mais tolerar tamanhas impunidades.
Tais violações constituem crime por si só e tem que haver responsáveis.
Será que o Sr. Presidente da República, continuará eternamente a manter a sua confiança no Procurador Geral da República?
Acho que é já tarde para agir...mas mais vale tarde do que nunca!A menos que o Governo, por motivos que me são alheios, continue a depositar confiança, num homem sem confiança, como é o SR. PGR e que, o SR. PR, contrariando tudo o que disse(a respeito das suas competências e autoridade) na tomada de posse deste executivo, continue a arrastar-se numa debilidade inaceitável perante um governo politicamente ilegitimo, cujo PR empossou, e que agora se lhe sobrpõe!
A justiça deve ser cega...a politica Não!
10.9.04
Viva o nosso Portugal Social Democrático
Viva o nosso Portugal Social Democrático!!!
Preocupa-me cada vez mais, a situação das pessoas do interior que vivem neste Portugal Social e Democrático. Preocupação séria relacionada com as questões de equidade territorial, da concretização do princípio da igualdade de oportunidades, de justiça social e, portanto, também, da própria coesão nacional.
Preocupação séria e antiga, já que, quer na qualidade de cidadão desde há muito atento aos problemas sociais do País, e principalmente da região de Trás dos Montes e Alto Douro, sempre fiz questão de observar de perto e de reflectir o mais informadamente possível sobre as consequências de um processo de desenvolvimento marcado por desigualdades regionais acentuadas, por bloqueamentos constantes nas estruturas produtivas que afectam extensas parcelas do todo nacional e por injustos dualismos sociais deles decorrentes.
Tendo consciência de que a emigração de muitas centenas de milhar de portugueses foi, na década de sessenta e início da de setenta, o afloramento mais doloroso das assimetrias e injustiças sociais motivadas pelo atraso económico e pelo isolamento de Portugal, injustiças essas que com a entrada na UE deveriam ser minimizadas, mas por consequente e pelo que se tem passado nos últimos 3 anos tem se agravado intensamente.
O despovoamento e envelhecimento das populações de muitas zonas do interior, bem como a escassez de postos de trabalho ao alcance dos mais jovens são, entretanto, indícios preocupantes dos desequilíbrios de desenvolvimento que permanecem que se tendem agravar.
Realçar que é na Região de Trás dos Montes e Alto Douro que se encontra uma das situações mais complexas e de resposta mais difícil: a acentuada perda demográfica e envelhecimento da população. Em 2001, a população ascendia aos 445 mil habitantes, com uma profunda ligação à terra.
A agricultura ocupa 44 por cento da população activa, mas apresenta taxas de produtividade baixíssimas – a única excepção é o caso do vinho - e uma mão-de-obra enfraquecida. Algumas cidades de média dimensão estão a perder habitantes, que se têm vindo a concentrar no eixo Vila Real-Chaves e Vila Real-Bragança. Em qualquer destes centros, o papel do emprego público é fundamental, ele representa 38 por cento do emprego em Bragança, por exemplo. Nos últimos tempos temos assistido em Bragança a um desaparecer de serviços públicos centrais e privados.
Se se continuar a avançar nesta direcção, tende a tornar-se verdade a expressão que
“Portugal é o litoral e o resto é paisagem”.
Em meu nome falo e tenho a certeza que Bragança (jovens) quer e está a voltar a acreditar que é possível combater e derrubar não só o muro que nos separa do Litoral, mas também o construído por algumas individualidades regionais que nos tem privado de um crescimento económico sustentado e de um desenvolvimento estrutural, social e cultural.
Em todas estas circunstâncias a intenção destes jovens de Bragança é a de dar ao País um sinal inequívoco de que o reforço da identidade regional e de coesão nacional é, num quadro de integração da Europa, uma condição necessária do próprio desenvolvimento.
Nem sempre se dá o devido relevo a esta exigência de harmonização e integração no plano nacional dos anseios e condições de vida das populações de todas as regiões do País, essencialmente das do interior.
A verdade é que, quando somos confrontados com indicadores que nos revelam crescentes atrasos de regiões inteiras, não apenas em relação aos padrões comunitários, mas mesmo em relação aos níveis médios nacionais, razão para a qual possam gerar alguns sentimentos de desmobilização colectiva face aos desafios de modernização e desenvolvimento que o País tem pela frente. Ora, sem uma identificação forte com grandes desígnios nacionais não chegará a haver partilha autêntica de esforços nem co-responsabilização séria na concretização dos projectos que os consubstanciam.
Não é aceitável que o agravamento de assimetrias regionais seja um dos preços a pagar, em espaços nacionais globalmente frágeis como o nosso, pelo rigoroso cumprimento dos critérios de vários tratados.
Dai o meu apelo aos jovens de cada região, ajudem a trilhar os caminhos do futuro e que a seu modo contribuam para uma região mais culta, mais desenvolvida e moderna, mas também mais justa, mais humana e feliz.
Paulo Trigo
9.9.04
SE
Atenção ao SE, final!
Também espero para ver, e estou até ansioso
"- O governo até hoje praticamente não governou, o que é, entre outras coisas, uma resultante da massa crítica de ministros e secretários de estado que não sabem nada das suas pastas. Porém, se se verificar que a nova Lei do Arrendamento muda – e essa mudança é a reaparição do mercado de arrendamento nas cidades, o único critério pelo qual se pode medir o alcance da lei para não ser cosmética – isso é mérito do governo que tomou uma medida necessária e corajosa. Se."
4.9.04
Em Vlia Real
Fiquei impressionado pela capacidade mobilizadora da Federação Distrital do PS Vila Real e do amigo Ascenso Simões, a quem dou, desde já os meus Parabéns.
1000 pessoas, sinceramente julgo nao serem o aparelho!!
31.8.04
ARRENDAMENTO URBANO
ATENÇÃO A ISTO....MUITA ATENÇÃO ao que daqui vai sair!!
WOMEN ON WAVES
Mas, depois das notas de imprensa de que fui subscritor resta-me ainda destacar dois pontos:
O Primeiro referente á actuação do Secretário Geral da JS, que embora tenha reagido tarde, teve uma iniciativa bastante boa de visitar o barco conjuntamente com o camarada João Portugal (Pres. da Federação de Coimbra)! Pena que numa altura em que ainda não existe Secretariado Nacional eleito, não tenha convidado as Federações Distritais para tal iniciativa, até mesmo para mostrar a grande vontade e quase unanimidade que existe na JS quanto a esta temática.
Saliento ainda a sua intervençao na SIC Noticias, onde afirmou, e bem, que a JS sempre assumiu como principio, que "direitos não se referendam". Não tendo contudo explicado (presumo, por lapso) que a para além da iniciativa de recolha de assinaturas para um novo referendo, a JS vinha promovendo desde há um ano uma campanha intitulada "Direitos para Todos" que pretendeu ( e conseguiu esse objectivo) voltar a colocar a IVG na ordem do dia, e que tal campanha culminou também com uma petição que pedia que a AR se pronunciasse e legislasse no sentido da Despenalização da IVG.
Uma segunda nota, refere-se ao comportamento vergonhoso e lamentável tido pelo Ministro da Defesa e Assuntos do Mar, que só agora resolveu pronunciar-se. Fê-lo contudo de uma forma indigna, ao falar em exclusivo para a TVI e na sede do PP. Confundindo as suas funções de lider partidário, com as funções Ministerias, que obviamente mereciam outra dignidade....mas deste senhor nada se pode esperar!!!
28.8.04
A Bordo dos Direitos Humanos Parte II
A BORDO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
Conforme comunicado de Imprensa, difundido no passado dia 26 de Agosto, as Federações Distritais da JS de Bragança e Vila Real, alertaram para os possiveis entraves de cariz "politico-morais", que Sua Excelência o Ministro da Defesa e Assuntos do Mar poderia levantar à embarcação da associação Holandesa "woman on waves", que pretende deslocar-se ao nosso pais, alertando para uma lei vingente em Portugal e que viola os Direitos Fundamentais das Mulheres.
Infelizmente as nossa piores expectativas foram confirmadas!
Perante tais atitudes, um conjunto de Presidentes de Federações Distritais da JS, na defesa intransigente do Direito Comunitário, dos direitos humanos e pelo direito à liberdade de informação e expressão, entendem, não poder conter o silêncio.
Desta forma questionam a legalidade e os fundamentos, supostamente morais em que se baseia o Governo para impedir tal embarcação de atracar em águas Portuguesas.
É para nós, profundamente inaceitável e até mesmo chocante que o Sec. de Estado, Nuno Ferdandes Thomaz, numa atitude inconsistente e de suposta moralidade superior, impeça a livre circulação e entrada em território Portugês de uma embarcação, cuja sua legalidade está atestada pelas entidades competentes de um estado membro da UE, e que perante isto, o mandante de tal ordem, o Ministro Paulo Portas se furte ao silêncio público, perante uma ordem que viola a legalidade Comunitária através de uma interpretação abusiva da lei.
Questionamos ainda a própria Comissão europeia, e o seu Presidente, no sentido de que com esta atitude se poder estar a abrir um precedente na violação e intromissão na legalidade comunitária e das leis dos seus próprios estados membros, por decisão infundada e unilateral de um outro estado.
Perante atitudes como esta, que pode colocar a própria diplomacia Portuguesa em causa, estranhamos ainda o silêncio do Sr. Primeiro Ministro, cujo incómodo com o seu parceiro de coligação (nesta matéria) o coloca numa posição de submissão inaceitável.
Porque a legalidade Internacional e os Direitos fundamentais se sobrepõem a qualquer normativa de ordem, supostamente moral, e injustificável , os Presidentes das Federações Distritais abaixo assinados, manifestam e repudiam tais atitudes e questionam o Sr. Primeiro Ministro, enquanto responsável máximo pelos atitudes do Governo Portugês, se pretende encerrar todas as fronteiras e impedir a livre circulação de pessoas com único medo de que as Mulheres Portuguesas viagem para o estrangeiro, a fim de poderem adquirir na plenitude os seus Direitos Fundamentais, Sexuais e Reprodutivos.
Bruno Veloso
Presidente da Federação de Bragança
Fernando Morgado
Presidente da Federação de Vila Real
Pedro Soares
Presidente da Federação de Viana do Castelo
Nuno Antão
Presidente da Federação de Santarém
Célia Pessegueiro
Presidente da Federação Regional da Madeira
25.8.04
A Bordo dos Direitos Humanos
Esta visita, que para além de permitir a algumas mulheres a dignidade humana que lhes é merecida e devida nas suas opções (e que a lei Portuguesa continua a negar e a julgar como criminosas), permite ainda ressuscitar mais uma vez o debate sobre este flagelo que afecta todos os anos 20.000 mulheres portuguesas.
Desta forma, e para além de nos solidarizarmos totalmente com esta iniciativa, entendemos ainda dever intervir (mais uma vez) neste debate de uma forma séria e responsável na defesa da dignidade das mulheres e assentes nos princípios basilares dos Direitos Humanos.
Participamos neste debate pela defesa da integridade física das mulheres, da sua saúde, dignidade e qualidade de vida, e insurgimo-nos veementemente contra a negação de um dos direitos mais elementares de qualquer cidadã Portuguesa, repudiando aqueles que constantemente, sempre que esta temática é suscitada, e relembramos que o é sempre e sistematicamente sob a forma de um grito de Socorro de quem sofre o drama do aborto na "clandestinidade" de uma lei cega e inaceitável, vêm a público, falando com uma autoridade que não lhes reconhecemos, impor as suas ideias (tantas vezes de cariz religioso) como dogmas e contribuindo para o flagelo humanitário que milhares de mulheres portuguesas se vêm obrigadas a enfrentar, tantas vezes com consequências drásticas e irreversíveis
Relembramos ainda alguns dados importantes:
Uma resolução do PE, datada de 1990, convida os estados membros a garantir às mulheres "o direito de escolha entre a maternidade ou a interrupção de uma gravidez indesejada";
As conclusões da Conferência Internacional das Nações Unidas sobre a População e Desenvolvimento, realizada no Cairo em 1994 e subscritas pelo nosso Governo de então consideram o aborto ilegal e sem segurança um dos mais graves problemas de saúde pública da actualidade;
A plataforma de Acção resultante da 4ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mulheres (Pequim 1995), no seu artigo 96º, escreve: "Os direitos humanos das mulheres incluem o direito de controlar e decidir livre e responsavelmente sobre todos os assuntos que dizem respeito à saúde sexual e reprodutiva..."
Mais recentemente, o relatório do PE sobre Saúde Sexual e Reprodutiva, recomenda que a IVG seja legal, segura e universalmente acessível, a fim de salvaguardar a saúde das mulheres e exorta os Governos dos Estados-Membros e dos países candidatos à adesão a abster-se, em quaisquer circunstâncias, de agir judicialmente contra as mulheres que tenham feito abortos ilegais.
A par de Malta e da Polónia, Portugal é o país Europeu com leis mais restritivas sobre o aborto, contudo, continua a ser o único que leva sistematicamente a tribunal, mulheres, médicos e enfermeiras, e onde efectuar aborto com consentimento da mulher é punível com pena efectiva de prisão até 3 anos.
Aguardamos ainda com preocupação a actuação do Dr. Paulo Portas, e esperamos que a sua "suposta" moralidade superior, (reconhecidamente retrogada e conservadora), não se sobreponha á lei, e cuja sua leitura não seja propositadamente deturpada e permita que este barco atraque com a devida segurança e navegue em águas territoriais Portuguesas sem entraves politico morais por parte de Sua Excelência o actual Ministro da Defesa e assuntos do Mar.
Porque o Crime está efectivamente na Lei as Federações Distritais de Bragança e Vila Real da JS, salvaguardando as orientações aprovadas em Congresso Nacional, apoiarão todas e quaisquer iniciativas que visem o debate e a alteração de uma lei que é por si só criminosa.
Por uma Lei que dignifique as mulheres, pelo Direito a uma Educação Sexual efectiva e por uma melhor eficácia na distribuição e aconselhamento no que toca a métodos contraceptivos, existe uma JS em Trás-os-Montes, atenta e disposta a apoiar, promover e participar!
8.8.04
Kerry / Reagan
Após a derrota de Howard Dean, o meu favorito nas primárias democratas devido, entre outros motivos, a alguma falta de empatia mediática e a algumas gaffes produzidas (fazendo-me lembrar, à escala caseira, Ferro Rodrigues), o desempenho eleitoral da dupla Kerry/Edwards tem-me feito acreditar que poderemos ter uma nova racionalidade nas decisões da política externa americana.
Na recente convenção democrata somos confrontado com uma surpreendente intervenção pró-democrata de Ron Reagan, filho do falecido ex-presidente republicano dos EUA, Ronald Reagan, a fazer a apologia didáctica do estudo das células estaminais no tratamento de diversas doenças incuráveis tais como a doença de Parkinson, a Esclerose Múltipla e a Diabetes, criticando a actual administração americana que proíbe tais investigações.
Na edição de Setembro da revista Esquire surge outra surpreendente posição pública de Ron Reagan a fazer uma crítica demolidora a Bush, da qual podemos retirar pérolas tais como: "Does anyone really favor an administration that so shamelessly lies?" ou "We can embrace a lie, or we can restore a measure of integrity to our government"
Isto leva-me a uma questão: O que seria de Bush se tivesse como adversários a dupla Kerry/Reagan em vez da dupla Kerry/Edwards?
3.8.04
Falta de capacidade Governativa
A análise revela que se verifica uma concentração de meios humanos e de equipamentos de radioterapia em determinadas regiões do País (Porto, Coimbra e Lisboa) penalizando as populações que vivem noutras regiões e que muitas vezes são obrigadas a longas deslocações para poderem ter acesso aos tratamentos de que necessitam.
Face à situação existente, o Conselho analisou um Plano de desenvolvimento de instalação progressiva no País de novas unidades de radioterapia nas regiões de Aveiro, Braga, Bragança, Évora, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Numa 1ª.fase de desenvolvimento deste Plano e tendo em conta que se encontram já em curso algumas iniciativas, são as seguintes as unidades de radioterapia a instalar a curto prazo e com data de entrada em funcionamento calendarizada.
Regiões - Localização - Entrada em funcionamento
ARS Algarve - Faro - 1.º trimestre 2005
ARSLVT - Setúbal/Barreiro - 2.º trimestre 2005
ARS Norte - Vila Real - 1.º trimestre 2006
ARS Alentejo - Évora - 3.º trimestre 2006
ARS Centro - Viseu - 1.º trimestre 2007
Foi esta uma das decisões do último concelho de ministros!
Mas será assim tão dificil, desconcentrar?
Será que estes senhores, sabem em que ano estamos?
Parece-me que depois desta análise, o quadro de programação é completamente irreal!
É inacreditável, quando tanto se fala em descentralização de poderes(digo bem...."fala"), não haja capacidade política, nem vontade para pelo menos decidir no imediato pela homogeneização e igualdade de acesso ao SNS!
Enfim...enquanto este VAMPIRO do SNS continuar a ceder a lobbies etc...estamos conversados!!
A vitalidade da sociedade
Correspondendo a um convite do meu amigo Bruno Veloso, que já partilhou comigo algumas lutas e que, sem dúvida, partilhará comigo muitas mais...
Inicio aqui o meu processo de decisão!
As nossas opiniões vão-se consolidando na constatação diária dos factos que nos rodeiam. Mas, por vezes, somos obrigados a questionarmo-nos se estas estão suficientemente consubstanciadas. Logicamente, a chamada "certeza absoluta" só seria atingida se tendêssemos para o infinito este número de constatações.
Serve isto para ilustrar que cada vez mais vou questionando uma opinião que já há muito dava como adquirida: A apatia geral da sociedade face aos acontecimentos que nos afectam.
Indícios disto não nos faltam: A grande abstenção na generalidade dos actos eleitorais; a cada vez mais baixa taxa de participação em greves; o desinteresse pelo sindicalismo e suas causas; a falta de entusiasmo pelo associativismo; o pouco fomento que a generalidade dos pais dá aos filhos para a intervenção na sociedade e por aí fora...
Exceptuando os dois acontecimentos que puseram a nossa sociedade a fervilhar - A luta do povo de Timor e o Euro 2004 - pouco mais vimos a agitar as nossas gentes.
Mas começo agora a receber sinais em contrário motivados por uma simples decisão: A formação do novo governo liderado por Santana Lopes.
Desta nossa blogosfera começam a emanar os primeiros sinais - nunca se viu tantos blogs de intervenção e crítica política ao Governo como têm surgido nestes últimos tempos. Até os blogs de cariz eminentemente apolítico têm vindo a tecer comentários políticos ao que se tem passado.
Nos próprios quadros do espectro político deste governo tem-se visto um inconformismo sem precedentes no espaço temporal mais recente!
Em fóruns completamente à margem destas questões vêem-se os seus participantes a discutir o novo governo e as consequências de todo este processo.
Até a disputa eleitoral no interior do PS está a ter visibilidade mediática como não se tinha visto numa disputa do género em qualquer partido político.
Sabe bem voltar a acreditar na vitalidade da sociedade!
2.8.04
Alberto João Jardim em Mirandela
Por indisponibilidade pessoal, não pude estar presente, no entanto estive atento a algumas noticias que deram conta da sua intervenção.
Pois bem...
Este convite demonstra mais uma vez , que a necessidade que alguns manifestam em trazer á região personalidades que nada têm a ver com a mesma, por forma a nos traçarem os nossos próprios caminhos, metas e necessidades, apenas demonstra que quem os convida sofre de um "sindroma" gravissimo de inferioridade, o que em certos casos, como este, até é manifestamente verdade.
Ora vejamos!Os problemas que nós temos, ninguém melhor que nós próprios para os identificar, os caminhos e as soluções são quase unânimes entre nós....Aquilo que queremos, são meios...Pois com meios, ninguém melhor do que nós para traçar o nosso caminho rumo ao progresso.
Quanto á frase, atribuida a Alberto João Jardim, "certos partidos políticos impõem candidatos pelas regiões à assembleia da república", deixo um pequeno historial das eleições legislativas no distrito de Bragança.
Deputados eleitos por Bragança
Legislativas 1987
PSD - José Albino da Silva Peneda
Domingos Duarte Lima
António Abilio Costa
PS - Armando António Martins Vara
Legislativas 1991
PSD - José Albino da Silva Peneda
Domingos Duarte Lima
Telmo José Moreno
PS - Armando António Martins Vara
Legislativas 1995
PSD - José Augusto Gama
António Fernando da Cruz Oliveira
PS - Armando António Martins Vara
Júlio Meirinhos Santanas
Legislativas 1999
PSD - Luis Manuel Machado Rodrigues
Adão José Fonseca Silva
PS - Armando António Martins Vara
José Carlos Correia Mota Andrade
Depois disto, deixo a nota de que em 10 anos de Cavaquismo nunca vi por cá o cabeça de lista do PSD, Dr. Silva Peneda...e os outros que o acompanhavam na lista, há muito deixaram de viver ou manter afinidades com o distrito(exceptuando a recolha de votos).
Relativamente á Regionalização diz Alberto João Jardim, "Concordo com o chumbo do processo de regionalização que foi referendado em 1999".
Quanto a esta afirmação, questiono a este pseudo regionalista, porque é que não votou a favor?se apenas discordava com o mapa?(é que as perguntas eram duas).
Mas como nem tudo é mau, e mesmo que entre dentes, lá foi dizendo, talvez em jeito de quem não vai a futebois com Miguel Relvas "tenho sérias dúvidas sobre se o modelo actual de descentralização será o melhor"....aqui acrescento eu...isto não resolve nada!!!
31.7.04
Candidaturas a SG do PS com sites de campanha
A JS foi pioneira á 4 anos atrás com as páginas de candidaturas, já lá vão 3 congressos...mas como nunca é tarde...o PS arranca agora!
Os endereços dos candidatos são os seguintes.
www.joaosoares.net
www.manuelalegre.org
www.josesocrates.com
Curiosidade, cada uma com seu dominio!!
Contudo saliento que a página do João Soares já existe há muito tempo e não é especificamente de candidatura.
29.7.04
Aqui não queremos Albertos!
in www.rba.pt
Resta-me referir, que no que toca ao populismo fácil, embora circunscrito ao concelho de mirandela, já temos o próprio Silvano, exceptuando obviamente o seu poder e a sua capacidade reivindicativa para a região e para o seu concelho.
Aliás, meus amigos...Estas declarações não são desprovidas de sentido, se atendermos á forma como o PSD em Tras-os-Montes, e especificamente Manuel Martins (Pres. da CM de Vila Real) e Jorge Nunes (Pres. da CM de Bragança) encararam este modelo de "retalho" do país feito pelo Dr.Miguel Relvas, revelando-se e colocando-se cada um na grelha de partida para se tornarem no tal Alberto João Jardim Transmontano.
Aliás, e tomando atitudes destas, conduziram, cada um com as suas responsabilidades, á separação de uma região com raizes culturais seculares, com uma identidade própria e com um potencial muito superior, quer a nível económico quer a nível politico, do que aquele que as duas comunidades urbanas (Alto Douro e Trás os Montes) separadas.
Esta foi uma das consequências que o espelho, onde os tais "Abertos Joões" antecipadamente se viam.
Mas posso agora compreender, que a ambiçaõ do Dr. Silvano também passa por aí!
São atitudes destas, useiras e vezeiras, que tornam a nossa região mais pobre e enfraquecida...porque a sede de poder pessoal, elevam as ambições pessoais de alguns acima das suas capacidades e colocam em risco o potencial desta Região única que é Trás-os-Montes e Alto Douro.
O que diz Paceco Pereira
"Boa sorte, com sinceridade e franqueza, presidente Barroso, que sejas capaz de minimizar, trabalhando pelo bem de todos os europeus, o mal que deixaste em casa."
Dito isto...O que poderei acrescentar?
Refere-se a quem Barroso deixou como seu "descendente", Pedro Santana Lopes?Ou ao pantâno politico e económico que são a marca de dois anos por Durão Barroso semeados?
Se me é permitido...Julgo que aos dois!
Esta frase é Mortal.
Parabéns pela análise séria JPP.
24.7.04
Congresso da JS
Não posso por isso deixar neste bloog duas linhas.
Uma delas, a primeira como não poderia deixar de ser, para a Secretária Geral que cessou funções, a minha querida amiga e grande lider Jamila Madeira.
A Jamila Madeira liderou durante dois mandatos(4 anos) a maior organização politica de juventude em portugal, muitas vezes, fê-lo sobre um percurso tantas vezes minado, mas sempre com grande elevação, construindo o seu percurso e realizando as suas promessas, perante a JS e perante milhares de jovens portugueses. Com ela, e graças a ela tive o prazer de pertencer ao seu secretariado, cresci politicamente, aprendi como homem, senti pela primeira vez a proximidade com as "bases", fui ao terreno com ela e com todos os secretarios nacionais, senti, tal como o restante secretariado, que a confiança que ela depositava em nós era imensa, por isso o nosso esforço teve que ser redobrado e a responsabilidade perante a estrutura, exponencialmente acrescida...esta foi a sua forma colectiva de liderar a JS. Com muita força e convicção...muitos KMs percorridos de norte a sul do pais, ilhas e canadá(onde existe um nucleo da JS)...não houve estrutura nem militante que não possa ter contado com a sua incansável presença e dedicação!Hoje temos uma JS adulta, responsável e séria....Obrigado Jamila pelo teu suor e dedicação, milhares de Jovens portugueses agradecem a JS fica-te eternamente agradecida.
Da minha parte um grande obrigado, pela oportunidade de ser um JAMILO de verdade e com orgulho, obrigado por me teres permitido trabalhar contigo...pela nossa JS.
Uma segunda palavra, para quem não desiste!
Amigo e camarada Luis Filipe Pereira (Licas para a JS), foste á luta com um objectivo...Vencer!Mas deixa-me acrescentar, que a vitória politica deste congresso foi tua, a tua brilhante intervenção, a tua moção que tinha uma chama colectiva, as intervenções dos teus apoiantes, que demonstraram que o sonho e prijecto não se fundem por lugares em órgãos...mas acima de tudo a verdade ante os militantes, que está sempre a cima de qualquer evidência numérica!
E como foi tempo de congresso, e como faz parte do dia a dia desta nossa organização que se auto renova, é altura de dizer até sempre a alguns amigos e camaradas, sempre com o velho chavão...Encontramo-nos todos no PS. É desta forma que quero prestar homenagem a um grande amigo(que desta vez até esteve do "outro lado da barricada"), aquele que foi dentro da JS e que ficará na história da organização como o Pai do Tele Trabalho, o Grande Rui Oliveira!
Por fim uma palavra final ao meu Amigo Pedro Nuno, eleito Secretário Geral, quie terá pelafrente o árduo trabalho de manter vitalizada a JS, com propostas sérias e responsáveis, que não poderá jamais cair na tentação de ser...exclusivamente fracturante, e que não pode ambicionar para a JS um outro lugar que não o da Juventude partidária do maior parido Português.
E como Este é o Teu Tempo...Felicidades!
11.7.04
A Decisão Presidencial
É certo que a decisão do PR tem toda a legitimidade constitucional, e essa é inquestionável, no entanto a legitimidade politica desta decisão não foi absolutamente provada, o que quanto a mim demonstra uma falta de conhecimento do país e do estado do qual é a figura maior, o que é obviamente lamentável.
Como votante do actual PR sinto-me profundamrente arrependido, inclusivé porque fiz campanha a seu lado.
Não quero ir tão longe nos meus escritos, como o fez a Dra. Ana Gomes, no entanto não posso tecer um breve comentário sobre as suas declarações...afinal foi esse o pensamento intimo de muitos portugueses.
Mas, mais do que a justificação, desajeitada e num dos piores discursos que já ouvi ao PR, foi a sua leitura do enquadramento futuro. Sentindo a necessidade de se justificar muito mais do que o necessário, demonstrando que, se por um lado não aguentou a pressão dos partidos da direita, por outro lado teve que lhes reafirmar as suas competências, de uma forma muito "tosca", que pode até ter duas leituras. Ou quis dar um rebuçado á esquerda(que demonstrou prontamente não o aceitar), ou então o desatre foi tanto que é o próprio PR(supostamente garante da estabilidade) a puxar galões e demonstrar ao futuro governo, num tremendo trambulhão perante o país que o PR pode ser ele próprio o garante da instabilidade!
29.6.04
Percurso de Durão Barroso segundo António Aleixo
enquanto nada podias,
hoje que podes - esqueceste
tudo quanto prometias...
(Lembram-se do Dr. Durão enquanto candidato a PM?)
Deixam-me sempre confuso
as tuas palavras boas,
por não te ver fazer uso
dessa moral que apregoas.
(Dois anos de desgoverno e embuste do dr. Durão)
Para triunfar depressa,
cala contigo o que vejas
e finge que não te interessa
aquilo que mais desejas.
(Dr.Durão dizia na semana passada não ser candidato a Pres. da Comissão Europeia)
P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade,
tem que trazer à mistura
qualquer coisa de verdade.
(A respeito da putativa Presidência da Com. Europeia...coitado teve que MENTIR...mais uma vez...)
Co'o mundo pouco te importas
porque julgas ves direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê em seu proveito?
(A Fuga Real do Dr Durão, incapaz de assumir o compromisso com os Portugueses...em nome da sua ambição pessoal e do seu proveito próprio!)
Vós que lá do vosso império
prometeis um mundo novo,
calai-vos que pode o povo
qu'rer um mundo novo a sério.
(ANTECIPADAS JÁ!!!!)
Julgando um dever cumprir,
sem descer no meu critério,
- digo verdades a rir
aos que me mentem a sério!
(TOMA LÁ DURÃO....EMBRULHA!!!)
28.6.04
Legitimidade constitucional versus Legitimidade ética
Costitucionalmente, deparamo-nos com dois caminhos distintos, já que a demissão do Primeiro Ministro, tem como consequência a queda do executivo. Ou o Presidente da República convida o partido mais votado nas legislativas de 2002(PSD) a formar um novo Governo ou dissolve a Assembleia da Republica e convoca eleições antecipadas.
Obviamente, esta é uma escolha constitucional, que só ao Presidente da República cabe optar, no entanto parece-me importante, que este deva convocar o Conselho de Estado e ouvir todos os Partidos com assento Parlamentar.
Deixando uma pequena consideração para reflectir.
Existirá legitimidade politica e ética de fabricar Primeiros Ministros, sem legitimidade conferida pelo voto expresso dos cidadãos eleitores?
A REAL FUGA DE DURÃO
Poderia falar de instabilidade politica, mas não quero antecipar este estado (nem tão pouco o desejo), nem mesmo precipitar sobre a politica a instabilidade social em que há muito vivemos.
Contudo, não poderemos ficar indiferentes perante as noticias que desde sexta-feira tem dominado a actualidade politica Nacional...Durão Barroso (provável) futuro Presidente da Comissão Europeia!
Esta não é porventura uma situação nova, 1999 repete-se com novos protagonistas e atitudes diferentes.
Em 1999 António Guterres teve a mesma oportunidade, de ouro acrescento eu, no entanto o compromisso com os portugueses falou mais alto e recusou. Colocando o interesse dos portugueses e os compromissos públicos acima de qualquer interesse pessoal.
Não querendo eu fugir a qualquer questão, mesmo desviando-me do essencial, enfrento com naturalidade a saida de Guterres no pós-autárquicas 2001.
Em primeiro lugar, o eng.Guterres percebeu que os resultados eleitorais e a derrota do PS tinham um rosto, o Governo e ele próprio. Entendendo ele, que os compromissos se devem pautar por atitudes de mútua confiança e como ele próprio não detinha a confiança dos portugueses, decidiu efectivamente pedir a sua imediata demissão ao Presidente da República. Em segundo lugar, saliento ainda o facto que, quanto a mim, dá ainda mais força a esta interpretação, Guterres saiu do Governo para lugar nenhum!!
Mas, permitam-me ainda uma última nota relativa á atitude de António Guterres. Nessa mesma noite, em que anuncia ao pais a sua demissão, pede ao Presidente da República que convoque eleições legislativas antecipadas, devolvendo aos portugueses o direito legitimo e democrático de escolher quem nos governa.
Ora,analisemos agora o que hoje se passa com o Dr.Durão Barroso.
No plano europeu Durão Barraoso é apontado como o mais provável futuro Presidente da Comissão Europeia. Inicialmente Durão nega ser candidato, e fá-lo publicamente(embora não fechando a porta),num segundo momento e já com esta hipótese mais sustentada, Durão remete-se ao silêncio. Aliás, desde sexta-feira que mantém silêncio absoluto!
No plano estritamente nacional, parece claro, assumir-se que Durão se vai mesmo embora, e é nesta base que assento obviamente a minha análise.
Importa salientar que, há exactamente 15 dias atrás esta coligação sofreu uma histórica derrota eleitoral e que estes dois anos de Governo se têm pautado por uma enorme instabilidade social.
Ora, mediante este cenário, nada fácil para o País nem para o Governo e o seu Primeiro Ministro em particular, Durão Barroso decide dar asas ás suas ambições meramente pessoais, acelerando no País este sentido "mal estar", agravado por aquela que parece ser sua intenção enquanto lider do PSD (e só nesse sentido se pode interpretar tal atitude), indicar ao Presidente da Republica, Santana Lopes para Primeiro Ministro.
Mediante todo este desenrolar, só me ocorre uma forma de classificar a partida para a Comissão Europeia do ainda Primeiro Ministro: "A REAL FUGA DE DURÃO!" .
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