Carta Aberta
Exmo. Sr. Primeiro-Ministro
Dr. Pedro Santana Lopes
C/c Comunicação Social
Escrevo-lhe em nome dos dois milhares de Jovens Socialistas do Distrito de Bragança, em nome dos quais lhe desejo uma boa estadia, por estas terras que o poeta consagrou como “Reino Maravilhoso”.
Desejamos que esta sua passagem por Bragança, mediática e mediatizada, traga ventos de mudança e que se possa transformar num marco importante, para a convergência evolutiva e sustentada deste distrito com o resto do País, algo em que não acreditamos tendo em conta a forma como durante estes quase três anos, a coligação nos tem mentido e desprezado. Contudo, se nos é permitido, pedimos-lhe que não transforme Bragança, com esta mediática deslocação, numa qualquer quinta de um canal Televisivo!
Sr. Primeiro-Ministro, neste “Reino Maravilhoso”, longe do seu Gabinete há gente com alma, que teimosamente continua a ter dificuldades acrescidas, devidas a esta interioridade asfixiante, que o Governo que agora lidera teimosamente sufoca cada vez mais e de uma forma acelerada.
Nestas Terras, onde hoje reúne o Conselho de Ministros, existe uma população cada vez mais envelhecida. Aos jovens escasseiam oportunidades de emprego, o sucesso e a ambição profissional são limitadas, e aqueles que por cá ficam fazem-no por amor, a uma Terra esquecida, mas que também é Portugal!
Dois anos passados, desde as eleições legislativas de 2002 e nenhuma promessa foi ainda cumprida pela coligação Governamental no que respeita a este Distrito e ás suas populações.
Bem sei que o Sr. Primeiro-Ministro, á data das legislativas era então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e que nem foi candidato a Deputado, contudo, importa relembrar-lhe algumas promessas de enorme impacto eleitoral que o seu partido utilizou na “caça” ao voto no Distrito de Bragança, e perguntar-lhe claramente se essas mesmas promessas são, ou não, para cumprir nesta legislatura.
O Sr. Primeiro-Ministro, afirmou que iria cumprir o programa de Governo que vinha de trás, o que por si só não basta. Importa também assumir as promessas e os compromissos que ao longo destes dois anos, o antigo Primeiro-Ministro, Dr. Durão Barroso, e muitos dos seus Ministros e Secretários de Estado, que nas suas deslocações a Bragança iam assumindo publicamente.
Esperamos muito sinceramente, que todos os compromissos com os Brigantinos sejam para levar a bom porto, contrariando assim as palavras irresponsáveis do Sr. Ministro José Luis Arnaut, que numa das suas deslocações a Bragança afirmou que nem todas as promessas eram para cumprir. Aliás relembro ainda o “contraditório” a que foi sujeito, em plena campanha eleitoral para as Europeias passadas, onde João de Deus Pinheiro afirmou, em Bragança, que se existem promessas, então elas terão que ser cumpridas e acrescentou ser essa a única forma de as pessoas continuarem a acreditar nos políticos desta coligação.
Certamente, que o Sr. Primeiro-Ministro, compreenderá as nossas preocupações, afinal em dois anos desta Coligação (ou coabitação) PSD/PP, Bragança não recebeu um único sinal das intenções deste Governo em honrar os seus compromissos.
Uma das grandes bandeiras do PSD para o Distrito foi a passagem do Instituto Politécnico de Bragança a Universidade, afirmando na altura o Presidente do seu Partido, Dr. Durão Barroso: “Durante os próximos quatro anos vai haver Universidade de Bragança…mesmo contra a opinião dos tecnocratas do Partido”. Passaram já dois anos e meio e a promessa eleitoral foi-se esvaziando no tempo.
Em Maio passado, a comissão Pró-Universidade, presidida pelo Eng. Jorge Nunes, Presidente da Câmara Municipal de Bragança e militante do seu Partido, reuniu com a Ministra do Ensino Superior. Nessa altura, foi prometido um estudo concreto acerca da passagem do IPB a Universidade no âmbito da Comissão coordenada pelo Professor Veiga Simão. Apesar de tudo e de se tratar de um documento académico, isento e que o Governo deve ter em linha de conta, em nada de concreto se refere á passagem do IPB a Universidade (tal como foi prometido), aliás, esse documento refere-se a novas instituições de Ensino Superior, como Universidades Politécnica. Contudo a promessa eleitoral, de cariz politico (bem o sabemos) era clara e peremptória. Cito de novo: “Durante os próximos quatro anos vai haver Universidade de Bragança…mesmo contra a opinião dos tecnocratas do Partido”!
Sr. Primeiro-Ministro, só com vontade politica tal promessa poderá ser cumprida, e deixo-lhe um desafio, assuma hoje, aqui em Bragança, se este compromisso com o eleitorado Brigantino é, ou não, para assumir.
De qualquer forma estaremos atentos também, à forma como irá votar a Moção que será apresentada pela Distrital de Bragança do seu Partido, no próximo Congresso, que, pelo que sei, após inúmeras vezes assumir o compromisso da passagem do IPB a Universidade com o eleitorado, parece agora, que o irá deixar cair, sem explicação aparente.
Sua Excelência, após a sua tomada de posse enquanto Primeiro-Ministro de Portugal, prometeu descentralizar seis Secretarias de Estado para fora de Lisboa, o que aliás veio mesmo a concretizar. Mas, curiosamente, ou não, nenhuma dessas Secretarias de Estado beneficiou o interior do País, optando por fixá-las no litoral. Ostensivamente, o interior do País foi mais uma vez preterido. Mas, como afirmou, que iria prosseguir com os compromissos assumidos pelo Dr. Durão Barroso espero que em breve tenhamos, no distrito a sede do ICN, exactamente aqui onde se encontra a maior área protegida do território nacional.
Uma terceira bandeira eleitoral, referia-se exactamente á Ponte Internacional de Quintanilha, que continua sistematicamente adiada. Relativamente a esta obra de grande importância nas relações transfronteiriças, relembro-lhe mais uma vez a falta de vontade politica que esta coligação tem demonstrado na sua execução, para tal, basta atentamente verificar o valor irrisório que tem sucessivamente sido colocado em PIDAC para esta obra.
Entretanto surgiu, outro compromisso com os Brigantinos, o prolongamento da A4, de Amarante a Quintanilha! Algo que nos conduz á seguinte questão: Com ligação através da Ponte Internacional, ou sem ela?
Mas, quanto a esta promessa, surgida recentemente após uma reunião de Conselho de Ministros, gostaria que explicasse aos Brigantinos como é possível, que nada, sobre ela surja em PIDAC? É que, perante estes factos, apenas consigo entender esta manobra como mais um acto propagandístico de um Governo com consciência de que, para além de não discriminar positivamente o interior, ainda o penaliza.
Sr. Primeiro Ministro, muitos são os temas e as promessas que gostaria de lhe relembrar, mas estou certo que nesta sua deslocação a Bragança terá oportunidade de as ouvir insistentemente por parte daqueles com quem tiver a oportunidade de contactar.
Mas, para terminar, deixe-me relembrar-lhe, que esta coligação Governamental extinguiu o Crédito Bonificado para Habitação, prejudicando milhares de jovens, que viram desta forma os seus sonhos de ter uma casa própria cada vez mais distantes. Permita-me que em nome dos Jovens Socialistas do distrito de Bragança, lhe faça a seguinte sugestão, pondere criar situações de discriminação positiva no interior, reponha o Crédito Bonificado para Habitação em determinadas regiões menos desenvolvidas, que, a par de benefícios fiscais para a iniciativas empreendedoras e geradoras de emprego jovem nestas mesmas áreas, faria renascer a esperança a milhares de Jovens que continuam a acalentar o sonho de poder viver na sua terra e sentir que têm as mesmas oportunidades!
Cordiais Saudações
Bruno Veloso
Presidente da Federação Distrital da JS Bragança
DEMOCRACIA,CIDADANIA,OPINIÃO (DECIDO) Por vezes desfraldamos bandeiras, erguemos os braços no ar, cantamos vitória...Agimos, manifestamos e celebramos!Esta é uma das muitas vantagens que a Democracia nos oferece, sejamos generosos, alimentemos a DEMOCRACIA com CIDADANIA, construamos a nossa OPINIÂO e PARTICIPEMOS.... Tudo isto porque: "A DEMOCRACIA SOMOS NÓS!"
10.11.04
Prendas da JS Bragança a Santana Lopes
A Federação Distrital da JS Bragança, decidiu, na sequência da reunião de conselho de Ministros que se realizará amanha em Bragança, oferecer por intermédio do Sr.Governador Civil de Bragança algumas lembranças ao Sr. Primeiro Ministro, que constiui um Kit de inaugurações. Trata-se de três placas para inaugurações das três grandes bandeiras eleitorais do PSD para o distrito de Bragança, e que continuam, a para de tantas outras promessas, por concretizar.
Passo a Citar:
Universidade de Bragança ex. IPB
Ponte Internacionacional de Quintanilha
Sede do ICN
A par destas três placas, teremos tb o prazer de oferecer um conjunto de fitas e a respectiva tesoura, indispensável em momentos solenes de inauguração. Juntamente com estes presentes entregaremos ainda uma carta aberta ao Prmeiro Ministro
Passo a Citar:
Universidade de Bragança ex. IPB
Ponte Internacionacional de Quintanilha
Sede do ICN
A par destas três placas, teremos tb o prazer de oferecer um conjunto de fitas e a respectiva tesoura, indispensável em momentos solenes de inauguração. Juntamente com estes presentes entregaremos ainda uma carta aberta ao Prmeiro Ministro
5.11.04
Votos a Mais para Bush...
Esta é uma notícia publicada hoje num jornal americano. Li algures na imprensa americana que o proprietário da empresa de software que suporta o sistema informático das eleições americanas foi um dos grandes financiadores da campanha de George Bush. Ao ler esta notícia recordei os episódios de há quatro anos... Um "erro" de computador numa secção eleitoral do Estado de Ohio acrescentou mais 3.893 votos ao candidato George Bush! Espero que tal não tenha acontecido noutras secções de voto! Nem para o Bush nem para Kerry!
In one precinct, Bush’s tally was supersized by a computer glitch
Friday, November 05, 2004
Jim Woods
THE COLUMBUS DISPATCH
A computer error involving one voting-machine cartridge gave President Bush 3,893 extra votes in a Gahanna precinct.
Franklin County’s unofficial results gave Bush 4,258 votes to Democratic challenger John Kerry’s 260 votes in Precinct 1B, which votes at New Life Church on Stygler Road. Records show only 638 voters cast ballots in that precinct.
Matthew Damschroder, director of the Franklin County Board of Elections, said Bush received 365 votes there.
The remaining 13 voters who cast ballots either voted for other candidates or did not vote for president.
Damschroder said he received some calls yesterday from people who saw the error when reading the list of poll results on the election board’s Web site.
"It’s why the results on election night are unofficial," Damschroder said.
The error would have been discovered when the official canvass for the election is performed, he said.
Election workers will start certifying the official election results later this month. The final, official tally will be available by the end of the month.
This is what happened, Damschroder said:
Gahanna Precinct 1B has three voting machines. After the polling station closed, the cartridges were taken to a computerized reading station.
When one of the cartridges from the precinct was plugged into a reader, it generated the faulty number.
The reader also recorded zero votes in the race between Arlene Shoemaker and Paula Brooks for county commissioner.
Damschroder said the cartridge was retested yesterday and there were no problems. He couldn’t explain why the computer reader malfunctioned.
When workers checked the cartridge against memory banks in the voting machine yesterday, each showed that 115 people voted for Bush on that machine. With the other two machines, the total for Bush in the precinct added up to 365 votes.
So far, Damschroder said, no other problems have surfaced.
When election workers do the official canvass, all cartridges from voting machines are rechecked.
Friday, November 05, 2004
Jim Woods
THE COLUMBUS DISPATCH
A computer error involving one voting-machine cartridge gave President Bush 3,893 extra votes in a Gahanna precinct.
Franklin County’s unofficial results gave Bush 4,258 votes to Democratic challenger John Kerry’s 260 votes in Precinct 1B, which votes at New Life Church on Stygler Road. Records show only 638 voters cast ballots in that precinct.
Matthew Damschroder, director of the Franklin County Board of Elections, said Bush received 365 votes there.
The remaining 13 voters who cast ballots either voted for other candidates or did not vote for president.
Damschroder said he received some calls yesterday from people who saw the error when reading the list of poll results on the election board’s Web site.
"It’s why the results on election night are unofficial," Damschroder said.
The error would have been discovered when the official canvass for the election is performed, he said.
Election workers will start certifying the official election results later this month. The final, official tally will be available by the end of the month.
This is what happened, Damschroder said:
Gahanna Precinct 1B has three voting machines. After the polling station closed, the cartridges were taken to a computerized reading station.
When one of the cartridges from the precinct was plugged into a reader, it generated the faulty number.
The reader also recorded zero votes in the race between Arlene Shoemaker and Paula Brooks for county commissioner.
Damschroder said the cartridge was retested yesterday and there were no problems. He couldn’t explain why the computer reader malfunctioned.
When workers checked the cartridge against memory banks in the voting machine yesterday, each showed that 115 people voted for Bush on that machine. With the other two machines, the total for Bush in the precinct added up to 365 votes.
So far, Damschroder said, no other problems have surfaced.
When election workers do the official canvass, all cartridges from voting machines are rechecked.
Os Contraditórios
Desde os longínquos mandatos de Ramalho Eanes que não conhecíamos um Governo de «iniciativa» Presidencial, mas infelizmente o Dr. Jorge Sampaio resolveu brindar-nos com este «presente» e ao final destes escassos três meses torna-se insistente a pergunta: Até Quando?
Tantos são os caos diariamente protagonizados, directa ou indirectamente pelos Ministros deste (des)Governo que se torna árdua a tarefa do «contraditório» (tão apregoada e defendida pela coligação PSD/PP).Mas quanto ao contraditório, essa tarefa é-nos altamente facilitada, afinal, em cada proposta, opinião ou definição estratégica tornada pública por um qualquer Ministro, logo surge o «contraditório» por parte de um outro membro deste (des)Governo.Mas vamos a alguns factos!O Ministro do Ambiente, cuja sua indigitação causou grande polémica, decidiu anunciar um minucioso plano de demolição de casas na Arrábida...tão minucioso que, ao que parece, há pelo menos uma casa (polémica) que ficará tal como está, mesmo que a braços com o seu licenciamento (polémico, por sinal), que pertence exactamente a Nobre Guedes (Ministro do Ambiente, o Próprio!).O Ministro de Estado, da Defesa e Assuntos do Mar (coisa que o próprio desconhecia na tomada de posse), também já deu o seu fabuloso contributo...colocou uma fragata da Armada Portuguesa (F486) para nos defender do Borndiep (o designado barco do aborto). Aliás motivo de «chacota» nalguma imprensa estrangeira...F486 contra a RU486 (nome pelo qual é conhecida a pílula abortiva)!E como se isto não fosse façanha pouca, depois do fim do SMO (Serviço Militar Obrigatório) continua a defender e a exigir a presença obrigatória de cidadãos Portugueses, de ambos os sexos, sob convocatória do seu Ministério no dia da Defesa Nacional!Um só comentário me assola, o Sr. Ministro pretende vassalagem á força!A Ministra da Educação, por sua vez, trocou os computadores pelas mãos, depois de um inicio de ano lectivo desastroso e cujos reflexos se fazem ainda sentir em muitas escolas deste País. Alunos sem Professores, Professores sem escola!Uma Ministra claramente impreparada para a pasta.O agora Ministro das Finanças, responsável pela pasta da Segurança Social nos tempos de Durão Barroso, onde deu inicio á sua privatização, anunciou um Orçamento de Estado que viola o pacto de estabilidade, mesmo assumindo premissas macroeconómicas totalmente descabidas (desde o crescimento do PIB, ao preço do petróleo e da incontornável inflação). Inicialmente surgiu afirmando ser impossível uma baixa de impostos, o que aliás, foi contrariado posteriormente pelo Primeiro-ministro (mais uma vez o «contraditório» a funcionar). Contudo, lá arranjou um subterfúgio para satisfazer os anseios populistas de Portas e eleitoralistas de Santana Lopes, anunciando uma baixa no IRS das classes médias á custa de cortes nos benefícios fiscais sobre planos de poupança (PPR,PPH, etc.)...será que haverá benefícios?...Não acredito!Morais Sarmento, elevado a respeitável Ministro da Presidência, veio a terreno defender que a RTP, responsável até agora pelo serviço Público de Televisão em Portugal, deveria ter limitada a sua autonomia pelo próprio Governo. O mesmo é dizer que a RTP passará a ser o órgão de Comunicação Social (ou seja Propaganda) do Governo!Todo este cenário, entre criticas a comentadores televisivos, e entre a nomeação do pseudo-comentador, profissional defensor do Governo, Luís Delgado, actual administrador da Agência Lusa e recém-nomeado administrador do Grupo Lusomundo que controla entre outros o Diário de Noticias!Por outro lado, surge o Ministro Gomes da Silva (de duvidosa qualidade e capacidade), um dos homens «fortes» de Santana Lopes.Quanto á sua actuação enquanto Ministro pouco ou nada se lhe conhece, excepto...as suas irresponsáveis declarações, enquanto «Poder Pressionante» a propósito do comentador Marcelo Rebelo de Sousa.Relativamente a este caso, muito se poderá especular. A forma como foram produzidas as afirmações, o desenrolar dos acontecimentos sob um efeito cascata (catastrófico para a credibilidade do (des)Governo ), etc..Contudo, o «moral da estória», ou a falta dele, não pode ser contornado. Houve efectivamente, nas declarações do Ministro uma clara intenção de pressionar, quer o comentador, quer a própria estação televisiva em causa. Se a estas declarações se seguiram outros processos de pressão, ainda mais directa, nunca o saberemos…No entanto, quer pelo teor das declarações, quer pela defesa intempestiva (digo eu) a que o próprio Primeiro Ministro se prontificou, na defesa do «contraditório», foram um claro sinal de degradação e desorientação do Governo, que sem «armas» nem ideias politicas, tenta agora, paulatinamente influenciar a Comunicação Social.Lamentável e vergonhoso, num estado de direito, onde deveria funcionar, em pleno a separação de poderes! E lamentável se torna, a manutenção inexplicável, de Gomes da Silva enquanto Ministro.Poderia, ainda abordar muitas outras situações e exemplos concretos, nestes exagerados 100 dias de confusão (des)Governamental...Mas ficarei por aqui, na esperança que a famosa Central de Informação do Governo, sirva pelo menos para que haja coordenação e capacidade de inibir os «contraditórios», onde não podem nem devem existir, no interior do Governo.O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita, diz o povo e com razão! Cabe ao Primeiro Ministro o «contraditório» desta frase popular, mas para isso não basta ler as estrelas e assumir, como diria Durão Barroso noutros tempos, o papel mesclado de «Zandinga com Gabriel Alves»!Esperemos que o rumo mude, e depressa, pois não podemos viver com esta inabilidade, geradora de confusões! Se isso não acontecer, só haverá uma explicação: Santana Lopes quer ser rapidamente demitido pelo Presidente da República e compreendeu finalmente que levar o barco a bom porto, é pessoalmente inédito e colectivamente insustentável.
Tantos são os caos diariamente protagonizados, directa ou indirectamente pelos Ministros deste (des)Governo que se torna árdua a tarefa do «contraditório» (tão apregoada e defendida pela coligação PSD/PP).Mas quanto ao contraditório, essa tarefa é-nos altamente facilitada, afinal, em cada proposta, opinião ou definição estratégica tornada pública por um qualquer Ministro, logo surge o «contraditório» por parte de um outro membro deste (des)Governo.Mas vamos a alguns factos!O Ministro do Ambiente, cuja sua indigitação causou grande polémica, decidiu anunciar um minucioso plano de demolição de casas na Arrábida...tão minucioso que, ao que parece, há pelo menos uma casa (polémica) que ficará tal como está, mesmo que a braços com o seu licenciamento (polémico, por sinal), que pertence exactamente a Nobre Guedes (Ministro do Ambiente, o Próprio!).O Ministro de Estado, da Defesa e Assuntos do Mar (coisa que o próprio desconhecia na tomada de posse), também já deu o seu fabuloso contributo...colocou uma fragata da Armada Portuguesa (F486) para nos defender do Borndiep (o designado barco do aborto). Aliás motivo de «chacota» nalguma imprensa estrangeira...F486 contra a RU486 (nome pelo qual é conhecida a pílula abortiva)!E como se isto não fosse façanha pouca, depois do fim do SMO (Serviço Militar Obrigatório) continua a defender e a exigir a presença obrigatória de cidadãos Portugueses, de ambos os sexos, sob convocatória do seu Ministério no dia da Defesa Nacional!Um só comentário me assola, o Sr. Ministro pretende vassalagem á força!A Ministra da Educação, por sua vez, trocou os computadores pelas mãos, depois de um inicio de ano lectivo desastroso e cujos reflexos se fazem ainda sentir em muitas escolas deste País. Alunos sem Professores, Professores sem escola!Uma Ministra claramente impreparada para a pasta.O agora Ministro das Finanças, responsável pela pasta da Segurança Social nos tempos de Durão Barroso, onde deu inicio á sua privatização, anunciou um Orçamento de Estado que viola o pacto de estabilidade, mesmo assumindo premissas macroeconómicas totalmente descabidas (desde o crescimento do PIB, ao preço do petróleo e da incontornável inflação). Inicialmente surgiu afirmando ser impossível uma baixa de impostos, o que aliás, foi contrariado posteriormente pelo Primeiro-ministro (mais uma vez o «contraditório» a funcionar). Contudo, lá arranjou um subterfúgio para satisfazer os anseios populistas de Portas e eleitoralistas de Santana Lopes, anunciando uma baixa no IRS das classes médias á custa de cortes nos benefícios fiscais sobre planos de poupança (PPR,PPH, etc.)...será que haverá benefícios?...Não acredito!Morais Sarmento, elevado a respeitável Ministro da Presidência, veio a terreno defender que a RTP, responsável até agora pelo serviço Público de Televisão em Portugal, deveria ter limitada a sua autonomia pelo próprio Governo. O mesmo é dizer que a RTP passará a ser o órgão de Comunicação Social (ou seja Propaganda) do Governo!Todo este cenário, entre criticas a comentadores televisivos, e entre a nomeação do pseudo-comentador, profissional defensor do Governo, Luís Delgado, actual administrador da Agência Lusa e recém-nomeado administrador do Grupo Lusomundo que controla entre outros o Diário de Noticias!Por outro lado, surge o Ministro Gomes da Silva (de duvidosa qualidade e capacidade), um dos homens «fortes» de Santana Lopes.Quanto á sua actuação enquanto Ministro pouco ou nada se lhe conhece, excepto...as suas irresponsáveis declarações, enquanto «Poder Pressionante» a propósito do comentador Marcelo Rebelo de Sousa.Relativamente a este caso, muito se poderá especular. A forma como foram produzidas as afirmações, o desenrolar dos acontecimentos sob um efeito cascata (catastrófico para a credibilidade do (des)Governo ), etc..Contudo, o «moral da estória», ou a falta dele, não pode ser contornado. Houve efectivamente, nas declarações do Ministro uma clara intenção de pressionar, quer o comentador, quer a própria estação televisiva em causa. Se a estas declarações se seguiram outros processos de pressão, ainda mais directa, nunca o saberemos…No entanto, quer pelo teor das declarações, quer pela defesa intempestiva (digo eu) a que o próprio Primeiro Ministro se prontificou, na defesa do «contraditório», foram um claro sinal de degradação e desorientação do Governo, que sem «armas» nem ideias politicas, tenta agora, paulatinamente influenciar a Comunicação Social.Lamentável e vergonhoso, num estado de direito, onde deveria funcionar, em pleno a separação de poderes! E lamentável se torna, a manutenção inexplicável, de Gomes da Silva enquanto Ministro.Poderia, ainda abordar muitas outras situações e exemplos concretos, nestes exagerados 100 dias de confusão (des)Governamental...Mas ficarei por aqui, na esperança que a famosa Central de Informação do Governo, sirva pelo menos para que haja coordenação e capacidade de inibir os «contraditórios», onde não podem nem devem existir, no interior do Governo.O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita, diz o povo e com razão! Cabe ao Primeiro Ministro o «contraditório» desta frase popular, mas para isso não basta ler as estrelas e assumir, como diria Durão Barroso noutros tempos, o papel mesclado de «Zandinga com Gabriel Alves»!Esperemos que o rumo mude, e depressa, pois não podemos viver com esta inabilidade, geradora de confusões! Se isso não acontecer, só haverá uma explicação: Santana Lopes quer ser rapidamente demitido pelo Presidente da República e compreendeu finalmente que levar o barco a bom porto, é pessoalmente inédito e colectivamente insustentável.
3.11.04
Afinal aquilo que todos sentimos...
Política; Jorge Sampaio deve reavaliar continuidade de Governo, Barómetro DN/TSF
Lisboa, 03 Nov (Lusa)
O Presidente da República, Jorge Sampaio, deve reavaliar a continuidade do governo, segundo o Barómetro DN/TSF hoje publicado.
à pergunta sobre se Jorge Sampaio deve ou não repensar a manutenção do executivo liderado por Santana Lopes 54 por cento dos inquiridos no Barómetro Marktest para o DN e TSF respondeu afirmativamente, enquanto para 33 por cento o Presidente da República deve manter o governo.
Do lado dos que defendem a intervenção de Jorge Sampaio estão 42 por cento de eleitores do PSD, pouco menos que os que advogam a continuação do executivo (50 por cento) A sondagem foi realizada pela Marktest para o DN e TSF entre 19 e 21 de Outubro, com entrevistas telefónicas junto de um universo de 813 pessoas, sendo o erro de amostragem de cerca de 3,44 por cento e o intervalo de confiança de 95 por cento.
JPA.
Lusa/Fim
Lisboa, 03 Nov (Lusa)
O Presidente da República, Jorge Sampaio, deve reavaliar a continuidade do governo, segundo o Barómetro DN/TSF hoje publicado.
à pergunta sobre se Jorge Sampaio deve ou não repensar a manutenção do executivo liderado por Santana Lopes 54 por cento dos inquiridos no Barómetro Marktest para o DN e TSF respondeu afirmativamente, enquanto para 33 por cento o Presidente da República deve manter o governo.
Do lado dos que defendem a intervenção de Jorge Sampaio estão 42 por cento de eleitores do PSD, pouco menos que os que advogam a continuação do executivo (50 por cento) A sondagem foi realizada pela Marktest para o DN e TSF entre 19 e 21 de Outubro, com entrevistas telefónicas junto de um universo de 813 pessoas, sendo o erro de amostragem de cerca de 3,44 por cento e o intervalo de confiança de 95 por cento.
JPA.
Lusa/Fim
2.11.04
S&P baixa perspectiva para Portugal por «fraquezas» do OE 2005
Esta é uma notícia publicada no Diário Económico de hoje baseada no estudo realizado pela Standard & Poor's - uma conceituada agência financeira.
Esta análise é bastante crítica para com o actual Governo Português!
http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,553904,00.html
29.10.04
Salvo pelo inimigo
Quem diria...Durão Barroso, iria sendo "salvo" pelo inimigo!!
Depois de efeverscente maoista, chegou á direita e agora até negoceia com a extrema direita, ao que isto chegou!
Pior...pelos vistos desta vez não o conseguiu, porque terá sido travado por Chirac... As voltas que este homen dá...
A este ritmo ainda irá participar no congresso da FN francesa em nome da Europa como o fez no congresso do PP Espanhol em nome de Portugal!
Ai a minha vida, diriam os Xutos&Pontapés...Ai a nossa europa acrescento eu!!
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticias/noticia.php?id=462110
Depois de efeverscente maoista, chegou á direita e agora até negoceia com a extrema direita, ao que isto chegou!
Pior...pelos vistos desta vez não o conseguiu, porque terá sido travado por Chirac... As voltas que este homen dá...
A este ritmo ainda irá participar no congresso da FN francesa em nome da Europa como o fez no congresso do PP Espanhol em nome de Portugal!
Ai a minha vida, diriam os Xutos&Pontapés...Ai a nossa europa acrescento eu!!
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticias/noticia.php?id=462110
O que sentirá Santana Lopes...
" O prazer visita-nos muitas vezes, mas a mágoa agarra-se cruelmente a nós".
John Keats (1795-1821), poeta inglês.
John Keats (1795-1821), poeta inglês.
24.10.04
Ensino Superior, o que nos espera
Algo me preocupa neste momento no ensino superior....
Muito mais do que a lei do financiamente, ou qualquer estudo liderado pelo Prof. Veiga Simão!
Sob a "capa" de Bolonha este Governo prepara-se para descalçar a bota do financiamento integral dos cursos supriores. A dita harmonização que colocará os cursos superiores com 3 anos lectivos (na sua grande maioria) será, em Portugal, com este (des)Governo uma fraude, isto porque os anos seguintes equiparados a pós graduação, serão concerteza financiados pelos estudantes....Estejam atentos!
Esta é das maiores fraudes intelectuais que está para acontecer, atenção senhores deputados...atenção JS!
Muito mais do que a lei do financiamente, ou qualquer estudo liderado pelo Prof. Veiga Simão!
Sob a "capa" de Bolonha este Governo prepara-se para descalçar a bota do financiamento integral dos cursos supriores. A dita harmonização que colocará os cursos superiores com 3 anos lectivos (na sua grande maioria) será, em Portugal, com este (des)Governo uma fraude, isto porque os anos seguintes equiparados a pós graduação, serão concerteza financiados pelos estudantes....Estejam atentos!
Esta é das maiores fraudes intelectuais que está para acontecer, atenção senhores deputados...atenção JS!
17.10.04
Parabéns PS/JS Madeira
O Partido Socialista obtém na Madeira, para as eleições Regionais a sua melhor votação de sempre, devendo saldar-se entre 27/30%, o que equivale a 20/22 Lugares na Assembleia Regional!
Estão de Parabéns os Socialista da Madeira, que lutam inferiorizados contra a ditadura insular do Alberto João Jardim e contra o caciquismo por lá reinante....As coisas iram mudar, e este é sem dúvida um passo de Gigante.
Parabéns Jacinto Serrão!!
Parabéns muito especiais, aos camaradas e amigos, Vitor Freitas e Célia Pessegueiro a grande Lider Socialista dos Jovens Madeirenses..
Estão de Parabéns os Socialista da Madeira, que lutam inferiorizados contra a ditadura insular do Alberto João Jardim e contra o caciquismo por lá reinante....As coisas iram mudar, e este é sem dúvida um passo de Gigante.
Parabéns Jacinto Serrão!!
Parabéns muito especiais, aos camaradas e amigos, Vitor Freitas e Célia Pessegueiro a grande Lider Socialista dos Jovens Madeirenses..
12.10.04
Será Verdade????
O Programa Polis acabou!
Ou terei percebido mal?
Consequências dos anúncios feitos pelo nosso Primeiro?
Aumentos dos vencimentos, pensões e reduções de IRS!!!
Afinal parece que tinha razão ao pensar em gato escondido com o rabo de fora...
Qual será a próxima Bomba?
Que raio de Comunicação
" (JPP) O CONTRADITÓRIO A minha proposta do absoluto, completo, total, genial, contraditório ao tempo de antena de ontem é o episódio da série "Sim Senhor Primeiro-Ministro" intitulado “A emissão ministerial”. Poucas vezes se fez uma sátira política tão certeira para as circunstâncias presentes como esse episódio. Está lá tudo. Corram para os DVD e vejam o episódio, e, como hoje nos noticiários vale tudo, ponham-no lá em horário nobre. Garanto-vos que o Primeiro-ministro pedirá a Marcelo Rebelo de Sousa que volte de imediato. Tudo, tudo , menos isto. Quadros modernos, fato escuro, mão nos óculos, penteado, as "coisas que o partido gosta", olhar de frente ou de lado, sondagens, tudo, tudo está lá. Falta Strawinsky, mas ouvindo bem , não há uma música ao fundo..."
Depois do Post do Pedro Santos e desta frase do Pacheco Pereira...palavras para quê?
Depois do Post do Pedro Santos e desta frase do Pacheco Pereira...palavras para quê?
Comunicação ao País
Na passada segunda-feira, o nosso Primeiro Ministro resolveu fazer uma comunicação ao País.
No "rescaldo" do caso Marcelo Gate, veio tentar por um pouco de água na fervura. Pediu aos portugueses para não prestarem atenção ao "ruído" que se tem feito sentir. No entanto, várias vezes ao longo da comunicação sentiu necessidade de referir que existe liberdade de expressão! Liberdade que um director de um jornal já extinto - A Linha do Oeste - disse não existir nos tempos em que o nosso Primeiro era Presidente na Figueira da Foz. Um polémico artigo de opinião despoletou uma guerra com a Câmara Municipal culminando com a tentativa de compra do jornal por parte de Braga Gonçalves. Lembram-se? O tal da Universidade Moderna...
Mas o dia de hoje não fica arrumado no que diz respeito a revelações! Um antigo comentador de um programa televisivo - Jogo Falado - referiu terem existido pressões sobre a RTP relativamente aos comentários proferidos pelo visado. Adivinhem quem o substituiu? O nosso Primeiro que já foi Presidente do Sporting... Mas o homem nunca mandou calar ninguém!!!!
Voltando à comunicação ao País. Parece que vamos ter uns aumentos nos vencimentos e nas pensões paralelamente à diminuição das taxas de IRS. Algo a que já tinha feito referência nos Açores em campanha eleitoral. Fico espantado com a velocidade com que este Governo muda de opiniões ou pela enorme descoordenação patente entre o Primeiro Ministro e o titular da pasta mais importante - Finanças. Há bem pouco tempo o Dr. Bagão Félix referiu ser impraticável este tipo de medidas. Acrescentou que iria tentar acabar com os benefícios fiscais relativos aos PPA`s, PPR`s, PPE`s e contas Poupança Habitação!
Perante tudo isto aguardo a apresentação oficial do Orçamento de Estado. A comunicação de ontem parece "Gato escondido com rabo de fora". Esperemos que não estejamos a caminho do pântano e a necessitar da tão apregoada tanga...
11.10.04
Js Bragança exige clarificação do Governo sobre a criação da Universidade de Bragança
Bragança, 11 Out (Lusa) - A Juventude Socialista de Bragança exigiu hoje à ministra do Ensino Superior que clarifique o processo de criação de uma universidade pública naquela cidade, depois de ter expirado mais um prazo para uma decisão do Governo.
Segundo o presidente da federação distrital da JS, Bruno Veloso, a ministra do Ensino Superior prometeu, em Maio, à comissão pró-universidade de Bragança tornar públicas até Setembro as conclusões de um estudo sobre esta matéria.
"É com alguma estranheza que constatamos que, desde Maio até Setembro, nada mais foi dito, o que nos leva a perguntar se a questão estará mesmo a ser estudada", disse o responsável à Lusa.
A JS de Bragança espera que a ministra esclareça o assunto na resposta a um requerimento que o deputado socialista Gustavo Carranca, também líder da distrital do Porto da JS, apresentou na Assembleia da República, a 07 de Outubro.
No requerimento, o deputado pergunta se o estudo da comissão de avaliação do Ensino Superior está mesmo a ser efectuado e, em caso afirmativo, para quando se prevê a sua conclusão.
A reivindicação da criação da Universidade de Bragança surgiu no início da década de 90, com políticos e várias entidades a defenderem a passagem do Instituto Politécnico local a universidade.
Os deputados eleitos por Bragança do PS e do PSD chegaram a apresentar, alternadamente, na Assembleia da República, projectos-lei nesse sentido, mas que nunca chegaram a ser discutidos.
A hipótese foi afastada pelo ex-primeiro-ministro, António Guterres, que avançou com a alternativa da criação de um instituto universitário, chegando a anunciar um estudo, cujos resultados nunca foram divulgados.
A ideia desagradou aos defensores do modelo inicial, que constituíram uma comissão pró-universidade, liderada pelo presidente da Câmara de Bragança, o social-democrata Jorge Nunes.
A comissão levou à Assembleia da República uma petição, que foi discutida, sem qualquer consequência prática.
O autarca ganhou novo alento quando Durão Barroso prometeu, na campanha para as legislativas de 2002, a criação de duas novas universidades públicas no país, uma em Bragança e outra em Viseu.
Alguns meses mais tarde, no congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, já na qualidade de primeiro-ministro, Durão Barroso anunciou a criação do ensino universitário em Bragança, sem especificar o modelo em causa.
A actual ministra do Ensino Superior comunicou à comissão pró- universidade a realização de um novo estudo sobre o processo, com resultados a anunciar em Setembro, mas desconhecidos até à data.
HFI.
Lusa/Fim
Segundo o presidente da federação distrital da JS, Bruno Veloso, a ministra do Ensino Superior prometeu, em Maio, à comissão pró-universidade de Bragança tornar públicas até Setembro as conclusões de um estudo sobre esta matéria.
"É com alguma estranheza que constatamos que, desde Maio até Setembro, nada mais foi dito, o que nos leva a perguntar se a questão estará mesmo a ser estudada", disse o responsável à Lusa.
A JS de Bragança espera que a ministra esclareça o assunto na resposta a um requerimento que o deputado socialista Gustavo Carranca, também líder da distrital do Porto da JS, apresentou na Assembleia da República, a 07 de Outubro.
No requerimento, o deputado pergunta se o estudo da comissão de avaliação do Ensino Superior está mesmo a ser efectuado e, em caso afirmativo, para quando se prevê a sua conclusão.
A reivindicação da criação da Universidade de Bragança surgiu no início da década de 90, com políticos e várias entidades a defenderem a passagem do Instituto Politécnico local a universidade.
Os deputados eleitos por Bragança do PS e do PSD chegaram a apresentar, alternadamente, na Assembleia da República, projectos-lei nesse sentido, mas que nunca chegaram a ser discutidos.
A hipótese foi afastada pelo ex-primeiro-ministro, António Guterres, que avançou com a alternativa da criação de um instituto universitário, chegando a anunciar um estudo, cujos resultados nunca foram divulgados.
A ideia desagradou aos defensores do modelo inicial, que constituíram uma comissão pró-universidade, liderada pelo presidente da Câmara de Bragança, o social-democrata Jorge Nunes.
A comissão levou à Assembleia da República uma petição, que foi discutida, sem qualquer consequência prática.
O autarca ganhou novo alento quando Durão Barroso prometeu, na campanha para as legislativas de 2002, a criação de duas novas universidades públicas no país, uma em Bragança e outra em Viseu.
Alguns meses mais tarde, no congresso de Trás-os-Montes e Alto Douro, já na qualidade de primeiro-ministro, Durão Barroso anunciou a criação do ensino universitário em Bragança, sem especificar o modelo em causa.
A actual ministra do Ensino Superior comunicou à comissão pró- universidade a realização de um novo estudo sobre o processo, com resultados a anunciar em Setembro, mas desconhecidos até à data.
HFI.
Lusa/Fim
O que fará agora o PR?
Lisboa, 10 Out (Lusa) - O Presidente da República admitiu hoje a existência de "restrições potenciais ou implícitas" à liberdade de informação em Portugal e voltou a defender a criação de mecanismos independentes de regulação dos media.
"A censura tem que ser banida completa e definitivamente", acentuou Jorge Sampaio, em declarações à SIC..."
Estas declarações de Jorge Sampaio não podem ser desprezadas e proferidas nesta altura não serão certamente descontxtualizadas do "caso Marcelo", o que nos faz reflectir ainda mais.
Lembremo-nos que o PR manteve ma conversa com o Professor Marcelo após a sua saida da TVI, pelo que elas constituem certamente um sinal daquilo que se passou.
O que fará agora o Sr. PR?
"A censura tem que ser banida completa e definitivamente", acentuou Jorge Sampaio, em declarações à SIC..."
Estas declarações de Jorge Sampaio não podem ser desprezadas e proferidas nesta altura não serão certamente descontxtualizadas do "caso Marcelo", o que nos faz reflectir ainda mais.
Lembremo-nos que o PR manteve ma conversa com o Professor Marcelo após a sua saida da TVI, pelo que elas constituem certamente um sinal daquilo que se passou.
O que fará agora o Sr. PR?
9.10.04
Marcelo "CASE"
CONTRADITÓRIO
"Quem fará segunda feira o "contraditório" à intervenção do Primeiro-ministro? Tenho a certeza que ele deseja que seja o PS, reduzindo o "contraditório" ao domínio do confronto político directo entre partidos." Paceco Pereira
Tenho-me inibido de comentar o "caso Marcelo"... mas talvez a liberdade que "herdei", onde cresci, onde crescemos e aprendemos a viver, me impeça manter a liberdade que também tenho...ao silêncio, aliás, esta teria sido a sábia forma que o Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares deveria ter encontrado na passada segunda feira!Não o digo, com o intuito de lhe ceifar a liberdade á palavra (não me chamo Gomes da Silva), digo-o porque ser Ministro implica responsabilidades acrescidas e como diria o Professor Marcelo o silêncio diz tudo.
É importante esclarecer tudo a respeito deste caso...mesmo Tudo, mas ninguém pode passar indiferente ás declarações do Ministro e não as encarar como uma forma exacerbada de Pressão...directa!
Acredito que os acontecimentos, para lá daquilo que foram as declarações do Ministro tenham envolvido mais pessoas, mais meios..e tudo isto deve ser explicado...
Com estas e outras atitudes coloca-se em causa o próprio estado de direito e com isto não queremos nem podemos pactuar
É VERGONHOSO!!
Não comento o molde do programa, porque a questão está muito longe de ser esta, mas permitam-me a questão:
Quando qualquer jornalista, Politico ou comentador de Opinião escreve um artigo de opinião e o pública na imprensa escrita está sujeito a que contraditório?
Pois bem, em tom de cinismo acertado o Pacheco Pereira deixa-nos uma reflexão pertinente...Esperemos por segunda feira!!!!!!
ps:Espero que o Dr. Santana leia o discurso primeiro, ates de o proferir...com ou sem teleponto!!
"Quem fará segunda feira o "contraditório" à intervenção do Primeiro-ministro? Tenho a certeza que ele deseja que seja o PS, reduzindo o "contraditório" ao domínio do confronto político directo entre partidos." Paceco Pereira
Tenho-me inibido de comentar o "caso Marcelo"... mas talvez a liberdade que "herdei", onde cresci, onde crescemos e aprendemos a viver, me impeça manter a liberdade que também tenho...ao silêncio, aliás, esta teria sido a sábia forma que o Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares deveria ter encontrado na passada segunda feira!Não o digo, com o intuito de lhe ceifar a liberdade á palavra (não me chamo Gomes da Silva), digo-o porque ser Ministro implica responsabilidades acrescidas e como diria o Professor Marcelo o silêncio diz tudo.
É importante esclarecer tudo a respeito deste caso...mesmo Tudo, mas ninguém pode passar indiferente ás declarações do Ministro e não as encarar como uma forma exacerbada de Pressão...directa!
Acredito que os acontecimentos, para lá daquilo que foram as declarações do Ministro tenham envolvido mais pessoas, mais meios..e tudo isto deve ser explicado...
Com estas e outras atitudes coloca-se em causa o próprio estado de direito e com isto não queremos nem podemos pactuar
É VERGONHOSO!!
Não comento o molde do programa, porque a questão está muito longe de ser esta, mas permitam-me a questão:
Quando qualquer jornalista, Politico ou comentador de Opinião escreve um artigo de opinião e o pública na imprensa escrita está sujeito a que contraditório?
Pois bem, em tom de cinismo acertado o Pacheco Pereira deixa-nos uma reflexão pertinente...Esperemos por segunda feira!!!!!!
ps:Espero que o Dr. Santana leia o discurso primeiro, ates de o proferir...com ou sem teleponto!!
7.10.04
Peço desculpa... Não sou do PSD!
Numa semana que se revelou negra para o actual Governo e para a sociedade portuguesa tenho de exprimir alguns dos meus pensamentos relativamente ao que se tem passado.
Tudo começou quando um ministro veio a terreiro comentar um comentador político da nossa praça, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Compreendo que as palavras proferidas pelo comentador em questão nem sempre agradem ao actual Governo e aos partidos que o sustentam. Aceitaria a crítica de um membro dos órgãos do partido visado, uma vez que o comentador é militante, já foi líder do partido e poderia estar a colocar em causa o seu mesmo partido. No entanto, apesar de aceitar que alguém do partido viesse a terreiro nunca concordei nem concordo com esta forma de fazer política. Sou um defensor da livre opinião e do direito de divulgação da mesma. Mesmo sendo militante de um partido político, ninguém deve ver coarctados os seus direitos enquanto cidadão!
Dias depois surge uma notícia que revela o número de nomeações feitas pelo actual executivo governamental. Mais uma pérola deste Governo. Segundo informações da comunicação social obtidas através dos nomes publicados em Diário da República, o nosso Primeiro Ministro nomeou em cerca de metade do tempo tantos funcionários como o seu antecessor Dr. Durão Barroso. Um ritmo, sem a mínima dúvida, muito mais veloz! Segundo os mesmos órgãos de comunicação social as nomeações não vão parar por aqui. Ainda há ministros e secretários de Estado que "ainda não nomearam qualquer assessor/colaborador/consultor, administrativos e motoristas".
Quando se fala em contenção orçamental, apertar do cinto e em discursos da tanga é um insulto ao comum dos portugueses apresentar com este apetite voraz um tal número de nomeações, reformas milionárias para gestores com pouco mais de um ano em funções e uma aptidão para fazer política através da comunicação social. O actual governo tem abusado dos tiques do actual líder que tanto gostou e gosta de aparecer numa boa fotografia e a dar os seus palpites. Esta tem sido a forma de fazer política do actual Governo. Fala em taxas moderadoras indexadas ao IRS e seguidamente vai ponderar sobre a matéria e como implementar este novo modelo, na minha modesta opinião socialmente injusto e inconstitucional. Fala em portagens nas SCUT`s e depois já admite pensar sobre o assunto ao abrigo da criação de excepções para algumas delas, como é o caso da Via do Infante no Algarve. Fala em produtividade e resolve dar uma ponte. E assim sucessivamente... Por favor! Pensem antes de falar!
Mas a semana não se ficou por aqui! Como consequência das palavras proferidas por um ministro e alegadas pressões sobre órgão de comunicação social, o Prof. Marcelo deixou de fazer comentários políticos no canal televisivo que lhe deu tempo de antena ao longo dos últimos tempos. Confesso ser um ouvinte e telespectador atento do comentador em questão, já desde os tempos das notas de 0 a 20 na TSF. Nem sempre concordei com ele mas é sempre um prazer ouvir alguém que tem pensamento próprio. Alguém que não absorve o argumentário do seu partido como se de uma injecção se trate e que nos deixe anestesiados. Faz comentário político sem amarras ideológicas e sem o objectivo de agradar a determinados senhores do poder. Esta é também a minha forma de estar na política.
Já não sei que Portugal é este. Não foi por este Portugal que os meus pais e milhares de portugueses lutaram! Os episódios dos últimos dias recuam-nos aos piores tempos da nossa história recente. No passado dia 14 de Setembro, salvo erro, Luís Delgado, actual administrador delegado da agência Lusa, era avançado como o próximo presidente da comissão executiva da Lusomundo Media - o grupo editorial da Portugal Telecom (PT), responsável por títulos como o 'Diário de Notícias', Jornal de Notícias' e '24 Horas', entre outros. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa é a última vítima. Apesar de ser militante confesso do PSD, o Professor não foi seguidista, um qualquer membro de um rebanho comandado pelo Pastor Santana.
O que pensará o Presidente da República de tudo isto? Será que sente um pouco de responsabilidade pelo estado a que chegou Portugal? Confesso que fui a favor de eleições antecipadas. Devo acrescentar que era bem possível que o PSD voltasse a vencer as eleições. Julgo que a decisão do Presidente da República foi uma má decisão para o País. No entanto, foi uma boa decisão para o PS. Fruto dessa tormenta, o PS avançou para um Congresso e legitimou um líder, Engº José Sócrates, para os próximos combates.
Sinto-me envergonhado com o panorama actual! Se membros do Governo, membros de um partido político são capazes de fazer isto a um militante do mesmo partido... Do que serão capazes de fazer a alguém que nem sequer é militante do partido do poder? Peço desculpa... Não sou do PSD! Estou disposto a arcar com as consequências. Não posso calar-me, não posso dizer que sim, não posso ausentar-me. Tomar o partido da liberdade é ser contemporâneo do futuro. Temos de afirmar com clareza a nossa personalidade, temos de ser nós próprios, temos de usar o nosso pensamento e não nos deixar-mos manipular por quem quer que seja. Lutarei sempre pelos ideais que perfilho, sem nunca me votar ao silêncio educado para o conformismo! Os princípios pelos quais me faço reger, obrigam-me ao constante inconformismo, ao espírito crítico e à liberdade de pensamento. Estejamos preparados para o que ainda está para vir, já que a desvergonha não conhece limites.
Tudo começou quando um ministro veio a terreiro comentar um comentador político da nossa praça, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. Compreendo que as palavras proferidas pelo comentador em questão nem sempre agradem ao actual Governo e aos partidos que o sustentam. Aceitaria a crítica de um membro dos órgãos do partido visado, uma vez que o comentador é militante, já foi líder do partido e poderia estar a colocar em causa o seu mesmo partido. No entanto, apesar de aceitar que alguém do partido viesse a terreiro nunca concordei nem concordo com esta forma de fazer política. Sou um defensor da livre opinião e do direito de divulgação da mesma. Mesmo sendo militante de um partido político, ninguém deve ver coarctados os seus direitos enquanto cidadão!
Dias depois surge uma notícia que revela o número de nomeações feitas pelo actual executivo governamental. Mais uma pérola deste Governo. Segundo informações da comunicação social obtidas através dos nomes publicados em Diário da República, o nosso Primeiro Ministro nomeou em cerca de metade do tempo tantos funcionários como o seu antecessor Dr. Durão Barroso. Um ritmo, sem a mínima dúvida, muito mais veloz! Segundo os mesmos órgãos de comunicação social as nomeações não vão parar por aqui. Ainda há ministros e secretários de Estado que "ainda não nomearam qualquer assessor/colaborador/consultor, administrativos e motoristas".
Quando se fala em contenção orçamental, apertar do cinto e em discursos da tanga é um insulto ao comum dos portugueses apresentar com este apetite voraz um tal número de nomeações, reformas milionárias para gestores com pouco mais de um ano em funções e uma aptidão para fazer política através da comunicação social. O actual governo tem abusado dos tiques do actual líder que tanto gostou e gosta de aparecer numa boa fotografia e a dar os seus palpites. Esta tem sido a forma de fazer política do actual Governo. Fala em taxas moderadoras indexadas ao IRS e seguidamente vai ponderar sobre a matéria e como implementar este novo modelo, na minha modesta opinião socialmente injusto e inconstitucional. Fala em portagens nas SCUT`s e depois já admite pensar sobre o assunto ao abrigo da criação de excepções para algumas delas, como é o caso da Via do Infante no Algarve. Fala em produtividade e resolve dar uma ponte. E assim sucessivamente... Por favor! Pensem antes de falar!
Mas a semana não se ficou por aqui! Como consequência das palavras proferidas por um ministro e alegadas pressões sobre órgão de comunicação social, o Prof. Marcelo deixou de fazer comentários políticos no canal televisivo que lhe deu tempo de antena ao longo dos últimos tempos. Confesso ser um ouvinte e telespectador atento do comentador em questão, já desde os tempos das notas de 0 a 20 na TSF. Nem sempre concordei com ele mas é sempre um prazer ouvir alguém que tem pensamento próprio. Alguém que não absorve o argumentário do seu partido como se de uma injecção se trate e que nos deixe anestesiados. Faz comentário político sem amarras ideológicas e sem o objectivo de agradar a determinados senhores do poder. Esta é também a minha forma de estar na política.
Já não sei que Portugal é este. Não foi por este Portugal que os meus pais e milhares de portugueses lutaram! Os episódios dos últimos dias recuam-nos aos piores tempos da nossa história recente. No passado dia 14 de Setembro, salvo erro, Luís Delgado, actual administrador delegado da agência Lusa, era avançado como o próximo presidente da comissão executiva da Lusomundo Media - o grupo editorial da Portugal Telecom (PT), responsável por títulos como o 'Diário de Notícias', Jornal de Notícias' e '24 Horas', entre outros. O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa é a última vítima. Apesar de ser militante confesso do PSD, o Professor não foi seguidista, um qualquer membro de um rebanho comandado pelo Pastor Santana.
O que pensará o Presidente da República de tudo isto? Será que sente um pouco de responsabilidade pelo estado a que chegou Portugal? Confesso que fui a favor de eleições antecipadas. Devo acrescentar que era bem possível que o PSD voltasse a vencer as eleições. Julgo que a decisão do Presidente da República foi uma má decisão para o País. No entanto, foi uma boa decisão para o PS. Fruto dessa tormenta, o PS avançou para um Congresso e legitimou um líder, Engº José Sócrates, para os próximos combates.
Sinto-me envergonhado com o panorama actual! Se membros do Governo, membros de um partido político são capazes de fazer isto a um militante do mesmo partido... Do que serão capazes de fazer a alguém que nem sequer é militante do partido do poder? Peço desculpa... Não sou do PSD! Estou disposto a arcar com as consequências. Não posso calar-me, não posso dizer que sim, não posso ausentar-me. Tomar o partido da liberdade é ser contemporâneo do futuro. Temos de afirmar com clareza a nossa personalidade, temos de ser nós próprios, temos de usar o nosso pensamento e não nos deixar-mos manipular por quem quer que seja. Lutarei sempre pelos ideais que perfilho, sem nunca me votar ao silêncio educado para o conformismo! Os princípios pelos quais me faço reger, obrigam-me ao constante inconformismo, ao espírito crítico e à liberdade de pensamento. Estejamos preparados para o que ainda está para vir, já que a desvergonha não conhece limites.
Discriminação positiva nas SCUT's: mais uma fraude deste (des)Governo
A criação de portagens nas "antigas" SCUT é uma decisão errada, baseada em pressupostos falsos, e que vai afectar profundamente o desenvolvimento das populações que delas viriam a beneficiar, defraudando assim as suas legítimas expectativas.
Consciente disto, e numa clara tentativa de iludir as populações e evitar a contestação popular, o Governo anunciou medidas de “discriminação positiva” que não passam de um conjunto de “soluções” fraudulentas que não farão mais do que escamotear a verdade e as consequências desastrosas de uma decisão que se traduz numa forte penalização e num acréscimo dos encargos das regiões mais carenciadas do nosso país.
Não é intelectualmente honesto considerar como “discriminação positiva” as medidas anunciadas pelo Ministro das Obras Públicas, uma vez que consistem, apenas, em isentar os residentes dos concelhos abrangidos por estas vias em trajectos com um raio até 30 km por um período de 3 ou 4 anos.
Tomemos, a título de exemplo, o distrito de Vila Real, um dos mais carenciados do país e para o qual está prevista a criação de portagens no IP3:
- Apesar de ter como objectivo ser uma via estruturante para todo o distrito de Vila Real, o IP3 não abrange fisicamente todos os concelhos, o que implica que uma fatia substancial dos habitantes do distrito não beneficie da referida isenção;
- Depois é necessário ter em conta que um dos principais objectivos das SCUT’s era pôr fim ao isolamento sócio-económico do Interior. Ora, a solução apresentada pelo executivo constituirá um forte entrave à concretização deste objectivo uma vez que a isenção incide apenas em trajectos até 30 km! São poucas (ou nenhumas) as localidades deste distrito que distam apenas 30 km dos grandes centros urbanos e industriais, de maneira que o combate ao isolamento e à desertificação ficam fortemente afectados, bem como a atracção de novos investimentos privados;
- Por fim, a duração prevista desta “discriminação positiva” é, relativamente à situação concreta do IP3 no Distrito de Vila Real, altamente penalizadora. Isto porque o executivo, ao propor medidas pelo prazo de 3 anos, está praticamente a excluir este distrito uma vez que quando o IP3 estiver concluído em toda a sua extensão, pouco tempo restará para beneficiar das medidas anunciadas pelo Governo (se é que restará algum).
Face ao exposto, é notório que a única discriminação positiva verdadeiramente eficaz é a classificação destes troços como SCUT’s, ou seja, estradas sem custos para o utilizador, restituindo-lhes assim o seu anterior estatuto.Até porque, é bom que nos lembremos, na esmagadora maioria dos casos, os troços agora conveniente e pomposamente designados de "auto-estradas", não são mais do que IP's ou IC's duplicados!
Não podemos permitir que o Governo prossiga com as manobras do costume, desresponsabilizando-se dos seus fracassos e culpando os outros pelo fruto da sua incompetência. No passado era culpa dos Governos do PS, hoje, a culpa é dos "malandros" do interior que não querem pagar como os outros... Basta de hipócrisia!
Consciente disto, e numa clara tentativa de iludir as populações e evitar a contestação popular, o Governo anunciou medidas de “discriminação positiva” que não passam de um conjunto de “soluções” fraudulentas que não farão mais do que escamotear a verdade e as consequências desastrosas de uma decisão que se traduz numa forte penalização e num acréscimo dos encargos das regiões mais carenciadas do nosso país.
Não é intelectualmente honesto considerar como “discriminação positiva” as medidas anunciadas pelo Ministro das Obras Públicas, uma vez que consistem, apenas, em isentar os residentes dos concelhos abrangidos por estas vias em trajectos com um raio até 30 km por um período de 3 ou 4 anos.
Tomemos, a título de exemplo, o distrito de Vila Real, um dos mais carenciados do país e para o qual está prevista a criação de portagens no IP3:
- Apesar de ter como objectivo ser uma via estruturante para todo o distrito de Vila Real, o IP3 não abrange fisicamente todos os concelhos, o que implica que uma fatia substancial dos habitantes do distrito não beneficie da referida isenção;
- Depois é necessário ter em conta que um dos principais objectivos das SCUT’s era pôr fim ao isolamento sócio-económico do Interior. Ora, a solução apresentada pelo executivo constituirá um forte entrave à concretização deste objectivo uma vez que a isenção incide apenas em trajectos até 30 km! São poucas (ou nenhumas) as localidades deste distrito que distam apenas 30 km dos grandes centros urbanos e industriais, de maneira que o combate ao isolamento e à desertificação ficam fortemente afectados, bem como a atracção de novos investimentos privados;
- Por fim, a duração prevista desta “discriminação positiva” é, relativamente à situação concreta do IP3 no Distrito de Vila Real, altamente penalizadora. Isto porque o executivo, ao propor medidas pelo prazo de 3 anos, está praticamente a excluir este distrito uma vez que quando o IP3 estiver concluído em toda a sua extensão, pouco tempo restará para beneficiar das medidas anunciadas pelo Governo (se é que restará algum).
Face ao exposto, é notório que a única discriminação positiva verdadeiramente eficaz é a classificação destes troços como SCUT’s, ou seja, estradas sem custos para o utilizador, restituindo-lhes assim o seu anterior estatuto.Até porque, é bom que nos lembremos, na esmagadora maioria dos casos, os troços agora conveniente e pomposamente designados de "auto-estradas", não são mais do que IP's ou IC's duplicados!
Não podemos permitir que o Governo prossiga com as manobras do costume, desresponsabilizando-se dos seus fracassos e culpando os outros pelo fruto da sua incompetência. No passado era culpa dos Governos do PS, hoje, a culpa é dos "malandros" do interior que não querem pagar como os outros... Basta de hipócrisia!
5.10.04
Um Governo á deriva
Portugal vive hoje num clima de desconfiança permanente.
Desconfiança essa, promovida pela coligação Governamental.
Primeiramente, com um rol de promessas cuja sua execução continua adiada ou sistemáticamente negada.
Depois, invadiu-nos com o discurso da tanga e apresentavam-se como salvadores do défice e do País. Propuseram-nos "apertar o cinto", enquanto nomeavam Administradores Hospitalares e afins (tantas vezes de competência duvidosa) a quem atribuiam chorudos ordenados, a desconfiança dos investidores instalava-se, gerando menos receitas fiscais e dificultando obviamente as contas do tão famigerado défice público.
Aumenta-se o IVA e prejudica-se o consumidor final, afinal o único a quem "apertaram o cinto"... obviamente a receita em sede de IVA diminui devido á quebra no consumo... menos uma receita para o combate ao Monstro do défice.
Enfim, um enorme número de episódios que nos conduziram á maior crise económica de sempre, mas cujo efeito anunciador da retoma não tem semelhante comparação reactiva e de forma positivista, como aquele que o discurso da tanga induziu negativamente.
Portugal vive hoje um Clima de "Desconfiança Permanente" instigado durante dois anos por esta coligação PSD/PP.
Sente-se hoje falta de capacidade e até mesmo de preparação para governar. Somos pautados pela ausência de uma só proposta ou ideia consistente que nos conduza ao crescimento económico e a politicas de fomento de emprego.
A ausência de capacidade e seriedade política imposta por esta maioria, conduziu-nos a uma crise social, política e económica sem paralelo na história da democracia em Portugal.
Tenhamos em atenção a própria instabilidade política criada por esta própria maioria e centremo-nos, a titulo de exemplo no Ministério das Obras Públicas:
Dois anos e meio e uma sucessão vertiginosa de Ministros foi uma constante, assim como as instuituições sob a sua tutela. Três Ministros e quatro presidentes do Instituto de Estradas de Portugal (IEP).
Um Ministério em queda livre, tal como o próprio governo, reduziu obviamente os objectivos do IEP, quer no seu Orçamento, mas também na sua própria Execução.
Em 2003 o Governo tinha uma estimativa de "aforro" de 300 milhões de Euros relativamente ao orçamentado (926 milhões de Euros) e a execução do mesmo ano (659 milhões de Euros), era já metade do orçamentado inicialmente em 2002 (1.100 milhões de Euros).
Já em 2004, atendendo aos cortes orçamentais prosseguidos, o IEP encontra-se sem recursos desde Julho.
Esta análise demonstra que o Governo em matéria de Obras Públicas não consegue gastar o que tem, e nós Transmontanos conhecemos bem a a falta de investimento estrutural que nos relega para a região mais deficitária em matéria de estradas.
Pois bem, perante isto é com desfaçatez que este Governo anuncia mais um imposto revestido de portagens para todas as SCUT´s e sem excepção, mesmo aquelas que foram isentadas pelo próprio Durão Barroso, como é o caso da A23. Mas se tal facto não é suficientemente grave resta-me perguntar se, na Madeira como no interior de Portugal, as SCUT's terão portagem?
Mas, façamos ainda uma outra reflexão.
Olhemos para a carga fiscal a que todos os trabalhadores estão sujeitos e some-se ainda a carga fiscal que assenta sobre aqueles que possuem carro próprio.
O Estado arrecada em Imposto Sobre Combustíveis (ISP), Imposto Automóvel (IA) e ainda o IVA aproximadamente 4000 milhões de Euros, desprezando ainda o IRC das empresas do sector, bem como o IVA e a parte fiscal devida aos agentes económicos gerados pelas novas estradas.
Tais contas servem para demonstrar com relativa facilidade que os portugueses pagam, no minimo, seis vezes mais do que aquilo que utilizam, o que contraria toda a lógica argumentativa deste Governo em relação ao tal principio Utilizador-Pagador, isto porque, o Governo, apenas investe um sexto das receitas citadas, nas estradas portuguesas.
Mas para onde vai então o "excedentário"?
Obviamente para outras áreas (educação, saúde etc) e bem...mas como também nestas áreas, e mal, se "aperta o cinto" leva-me a concluir que o grosso serve para o famigerado poço que é o défice. E esse lá continua, cada vez mais no fundo!
É por esse facto muito simples concluir que as SCUT's são a hipótese única.
Constituem a única via para o futuro, são pagas com os impostos de todos, num esforço necessário e solidário, e com vebas da UE, possibilitando desta forma a concretização num espaço geracional de uma verdadeira Rede Nacional Rodoviária, cuja urgência, por exemplo na nossa região tão bem conhecemos.
Recordemos o tempo que esperámos pela conclusão do "maldito" IP4 e façamos as nossas previsões caso não optemos por este sistema de SCUT's relativamente á recente Promessa da A4.
O investimento em matéria de estradas, em especial no interior tem que ser encarado como um factor de desenvolvimento económico e social. Renegar esta realidade é atirar a toalha ao chão e esperar pelo desaparecimento continuado e acelerado das pessoas, que são a alma desta terra, e que continuam a pagar cada vez mais a factura do subdesenvolvimento.
Desconfiança essa, promovida pela coligação Governamental.
Primeiramente, com um rol de promessas cuja sua execução continua adiada ou sistemáticamente negada.
Depois, invadiu-nos com o discurso da tanga e apresentavam-se como salvadores do défice e do País. Propuseram-nos "apertar o cinto", enquanto nomeavam Administradores Hospitalares e afins (tantas vezes de competência duvidosa) a quem atribuiam chorudos ordenados, a desconfiança dos investidores instalava-se, gerando menos receitas fiscais e dificultando obviamente as contas do tão famigerado défice público.
Aumenta-se o IVA e prejudica-se o consumidor final, afinal o único a quem "apertaram o cinto"... obviamente a receita em sede de IVA diminui devido á quebra no consumo... menos uma receita para o combate ao Monstro do défice.
Enfim, um enorme número de episódios que nos conduziram á maior crise económica de sempre, mas cujo efeito anunciador da retoma não tem semelhante comparação reactiva e de forma positivista, como aquele que o discurso da tanga induziu negativamente.
Portugal vive hoje um Clima de "Desconfiança Permanente" instigado durante dois anos por esta coligação PSD/PP.
Sente-se hoje falta de capacidade e até mesmo de preparação para governar. Somos pautados pela ausência de uma só proposta ou ideia consistente que nos conduza ao crescimento económico e a politicas de fomento de emprego.
A ausência de capacidade e seriedade política imposta por esta maioria, conduziu-nos a uma crise social, política e económica sem paralelo na história da democracia em Portugal.
Tenhamos em atenção a própria instabilidade política criada por esta própria maioria e centremo-nos, a titulo de exemplo no Ministério das Obras Públicas:
Dois anos e meio e uma sucessão vertiginosa de Ministros foi uma constante, assim como as instuituições sob a sua tutela. Três Ministros e quatro presidentes do Instituto de Estradas de Portugal (IEP).
Um Ministério em queda livre, tal como o próprio governo, reduziu obviamente os objectivos do IEP, quer no seu Orçamento, mas também na sua própria Execução.
Em 2003 o Governo tinha uma estimativa de "aforro" de 300 milhões de Euros relativamente ao orçamentado (926 milhões de Euros) e a execução do mesmo ano (659 milhões de Euros), era já metade do orçamentado inicialmente em 2002 (1.100 milhões de Euros).
Já em 2004, atendendo aos cortes orçamentais prosseguidos, o IEP encontra-se sem recursos desde Julho.
Esta análise demonstra que o Governo em matéria de Obras Públicas não consegue gastar o que tem, e nós Transmontanos conhecemos bem a a falta de investimento estrutural que nos relega para a região mais deficitária em matéria de estradas.
Pois bem, perante isto é com desfaçatez que este Governo anuncia mais um imposto revestido de portagens para todas as SCUT´s e sem excepção, mesmo aquelas que foram isentadas pelo próprio Durão Barroso, como é o caso da A23. Mas se tal facto não é suficientemente grave resta-me perguntar se, na Madeira como no interior de Portugal, as SCUT's terão portagem?
Mas, façamos ainda uma outra reflexão.
Olhemos para a carga fiscal a que todos os trabalhadores estão sujeitos e some-se ainda a carga fiscal que assenta sobre aqueles que possuem carro próprio.
O Estado arrecada em Imposto Sobre Combustíveis (ISP), Imposto Automóvel (IA) e ainda o IVA aproximadamente 4000 milhões de Euros, desprezando ainda o IRC das empresas do sector, bem como o IVA e a parte fiscal devida aos agentes económicos gerados pelas novas estradas.
Tais contas servem para demonstrar com relativa facilidade que os portugueses pagam, no minimo, seis vezes mais do que aquilo que utilizam, o que contraria toda a lógica argumentativa deste Governo em relação ao tal principio Utilizador-Pagador, isto porque, o Governo, apenas investe um sexto das receitas citadas, nas estradas portuguesas.
Mas para onde vai então o "excedentário"?
Obviamente para outras áreas (educação, saúde etc) e bem...mas como também nestas áreas, e mal, se "aperta o cinto" leva-me a concluir que o grosso serve para o famigerado poço que é o défice. E esse lá continua, cada vez mais no fundo!
É por esse facto muito simples concluir que as SCUT's são a hipótese única.
Constituem a única via para o futuro, são pagas com os impostos de todos, num esforço necessário e solidário, e com vebas da UE, possibilitando desta forma a concretização num espaço geracional de uma verdadeira Rede Nacional Rodoviária, cuja urgência, por exemplo na nossa região tão bem conhecemos.
Recordemos o tempo que esperámos pela conclusão do "maldito" IP4 e façamos as nossas previsões caso não optemos por este sistema de SCUT's relativamente á recente Promessa da A4.
O investimento em matéria de estradas, em especial no interior tem que ser encarado como um factor de desenvolvimento económico e social. Renegar esta realidade é atirar a toalha ao chão e esperar pelo desaparecimento continuado e acelerado das pessoas, que são a alma desta terra, e que continuam a pagar cada vez mais a factura do subdesenvolvimento.
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