15.8.05

"Sumos" Culturais

O que mais me admira actualmente, são uns quantos sujeitos intitulados de comentadores políticos, que em principio “servem” para falar da evolução da situação política nacional e internacional (porque não?), serem de facto comentadores político- socio- culturais- e afins – que - generosamente- oferecem- soluções (obvias) – para- os – problemas nacionais e como suplemento, completamente grátis, também resolvem os problemas internacionais!!
Digamos que será uma forma de exalar os feitos destes homens e mulheres que, graças ao seu discernimento mental, chegam de facto a conclusões e soluções não imaginadas pelos políticos e que realmente resultariam no fim de qualquer problema!!
E como bónus para quem aceitar ou quiser acreditar a solução, o fiel ouvinte/ espectador, de tal sapiência, poderá ainda ter a sorte de anotar no seu bloquinho (de contas de fim de mês) a recomendação dada pelo comentador de um nome de um livro ou autor (sob a atenta utilização de um dicionário), que lhe visará um enriquecimento cultural, mas nunca igualável ao da figura mui sapiente que lhes é apresentada uma vez por semana num qualquer telejornal lhe seja próximo!
Se no fim da meia-hora (pelo menos) de opinião que é conferida ao comentador, no meio de tanto palavrão, se ainda estiver a ouvir , louvo-lhe a paciência; se por ventura só conseguir lembrar-se da primeira coisa que ele disse -“Hoje vou falar sobre o défice português...”,- porque se pôs a pensar nas férias que vai fazer ao Algarve, louvo-lhe a capacidade de sonhar e de acreditar que vai conseguir pagar o empréstimo ao banco; ou então, se ouviu, e assimilou, louvo-lhe a destreza mental ou os laços sanguíneos com o “rei vai nu...”, aos restantes que, como eu, ouvem os comentários em intervalos de "zapping" feito a 50 canais só tenho a dizer...têm tempo suficiente para assistir a um espectáculo de stand- up na famosa AR...onde se poderão encontrar fieis exemplares ou socias dos ditos comentadores!
Não se preocupe quem lê, porque isto não é uma qualquer tentativa de venda enganosa de produto, porque está aos olhos de quem vê, a veracidade de tais figuras da nossa sociedade...se preferir poderá ouvir as histórias do avô aí de casa...mas cuide-se o leitor...isso, de experiência de vida, são só cantigas!!
Afinal só se faz limonada com limão...mas agora com os trangénicos nunca se sabe!

(Obrigada ao Bruno Veloso pelo convite de participação aqui no Decido, espero vir a faze-lo mais vezes e com melhor qualidade na escrita!)

12.8.05

AMIGO


Por um mero acaso, como que rebuscando as velhas tralhas, encontramos algumas preciosidades.

Muitas vezes, tais tralhas. recriam em nós uma determinada nostalgia. Contudo a preciosidade das palavras que reencontrei num e-mail AMIGO, redescobri o caminho da esperança e senti que a necessidade de mudança se mantém viva, ontem como hoje.

Resolvi por isso, partilhar com vocês (sem consentimento) estas deliciosas palavras, sobre as quais valerá a pena reflectir.

"Não são os que tendo a oportunidade de unir, não têm o discernimento para o fazer e preferem evocar os estranhos espiritos por quem nunca levantaram a voz e de quem, subitamente, se tornam paladinos."

"Como quase tudo o que a vida tem de nobre, a honra e o carácter são voláteis. O calor da ambição desmedida tem, normalmente, o condão de os evaporar. E como o processo não é reversível, dificilmente se recupera o que então se perde."

"Mas deixa-me dizer-te que depois de um certo abalo, já consegui devolver ao espelho aquele sorriso e o brilho nos olhos de quem dorme de consciência tranquila e acredita estar do lado certa da esperança."

"Eu sou VERDE e VERMELHO! E tu sei que também és. Esperança e força, juntas"

Com AMIGOS assim a luta por ideias e ideais nunca será uma causa perdida e jamais será solitária.

10.8.05

"Não há machado que corte a raiz ao pensamento."


Um ano bastou para provar que a estratégia política que venceu o último congresso da JS é uma gigante falácia. Baseada na convicção de que o Bloco de Esquerda havia ocupado o espaço de intervenção da JS, a orientação estratégica, preconizada pelo actual Secretário-geral, assumia como grande desígnio impedir o crescimento do Bloco de Esquerda ajudando desse modo o PS na defesa do seu eleitorado mais à esquerda.
E o que mudava na JS? O regresso das “fracturantes” em força, proclamação de uma “JS mais à esquerda”, uma “JS mais radical”, ou mais recentemente no Jovem Socialista, uma JS que seja a “Esquerda dentro da Esquerda”. Todos nos recordamos de ouvir o candidato Pedro Nuno a defender as virtudes do modo de fazer política do BE. Todos percebemos que a lógica seria copiar o BE e garantir desta feita o voto mais à esquerda para o PS.
Não desconfio das melhores intenções desta posição, mas considero-a um erro incompatível com a dimensão e história da JS, e muita gente, que podia não concordar com esta visão, também já percebeu isso. Em 30 anos de história não precisámos de imitar alguém, nunca fomos a reboque de ninguém, jamais condicionámos o nosso espaço político de acordo com a agenda política de outros ou em troca de mediatismo fácil. E isso não nos impediu de ser uma organização política de vanguarda ao longo de várias gerações, que fala para todos os jovens e para o país, e não só para nichos eleitorais.
Se a JS se aproxima do BE quem se está a favorecer é um partido minoritário de extrema-esquerda que ganha assim um aliado. Acho aceitável que membros da ATTAC defendam na JS a Taxa Tobin ou o não ao tratado constitucional europeu, mas, ao contrário, considero impensável poder sequer admitir-se que é possível seguir uma ideologia como quem está no BE e estar de facto na JS. Ainda para mais, quem pode acreditar que haja alguém a deixar de votar no BE e nas suas propostas para votar no PS porque está lá a JS com as mesmas ideias?
Sei que há caminhos alternativos e não vou desistir deles. Acredito demasiado no valor de muitos camaradas que em todo o país, por todas as Federações, trabalham e dão a cara, com coragem, audácia e determinação em nome da JS e do PS, como acontecerá nas próximas eleições autárquicas. A mim, como a todos eles, não assustam os recados e insinuações despropositadas, como no último Jovem Socialista, de quem tem responsabilidades na organização, tentando impor uma lógica de pensamento único. A JS é e será sempre uma organização livre e democrática que não se compadece com o discurso confrangedor e maniqueísta de “bons e maus”. A grande riqueza da política está nas ideias, no debate, na diferença de pensamento. Seguramente foram essas diferenças que justificaram há um ano atrás, quando a JS liderada por Jamila Madeira recolhia assinaturas para uma petição à Assembleia da República, que alguns camaradas preferissem recolher assinaturas ao lado de Miguel Portas ou de Luís Fazenda para a realização de um referendo sobre o mesmo assunto. Seguramente foram essas diferenças que sustentaram as candidaturas de tanta gente com valor como João Catarino, Rui Costa, Ana Catarina e Filipe Costa. Seguramente foi em nome dessas diferenças que tivemos 4 candidatos no último congresso. Ou não?
E bem podem tentar, passando por cima de princípios elementares e através de artifícios formais com o rótulo de “reformas estruturantes”, moldar a estrutura de acordo com as próprias conveniências, pois na verdade todos sabemos que apesar disso “não há machado que corte a raiz ao pensamento”.

Pedro Almeida
Militante 43912 - JS / FAUL

4.8.05



O País está a Arder!!

É enorme a mágoa que sinto neste momento. O cenário que presenciei entre a Figueira da Foz e Viseu é desolador e revoltante, 120 km de labaredas, fumos negros,bombeiros esgotados e impotentes, e populações desesperadas...
Já muito se falou, muito se debateu, mas a verdade é que os resultados estão à vista...UM PAÍS A ARDER!!
Num País já fustigado pela seca extrema este ano, a viver um período de crise económica, torna-se incomportável ter ainda de suportar este horrendo cenário de incêndios.
Passará a solução por colocar os efectivos militares a vigiar as manchas florestais que restam? Passará pelo agravamento das penas a aplicar a estes verdadeiros "criminosos"?
Não sendo eu um especialista na matéria espero que os responsáveis, incluindo os governamentais , venham a público com medidas concretas que possam de alguma forma minimizar o pânico que se vive, uma vez que a solução não se vislumbra a curto prazo...Infelizmente...


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Agosto


O mês de Agosto, tradicionalmente sossegado em termos noticiosos, tem este ano caracteristicas muito especiais.
Já seria de esperar. Enquanto uns aproveitam sol e praia outros pensam Outubro.As autárquicas avizinham-se e as preocupações partidárias vão crescendo. Há mesmo quem pense e repense!Não ter de encarar o ‘day after’ eleitoral seria um descanso. Até compreendo, muitos darão a cara pelos partidos, pelas ideias e convicções (sim, pois só isso os pode levar a enfrentar alguns desafios de natureza edílica). Sim, quanto a esses sinto uma enorme estima e admiração.Contudo, outros há cujos resultados serão fruto de sementeiras feitas em dias de tempestade.
Na vida politica, o imediato não é hoje mas sim o futuro. Quem luta por convicções fá-lo abnegadamente sem pensar única e exclusivamente em actos eleitorais com datas precisas. Em politica deve-se olhar o futuro com esperança e com trabalho, independentemente de termos ou não poder. Afinal há poderes que dependem de nós, da nossa capacidade e vontade de fazer mais e melhor por aqueles que um dia queremos representar.
Espero que quem compreendeu no passado esta via possa festejar Outubro, independentemente do resultado. Quanto aos outros...que ganhe o PS!
Mas Agosto é este ano mês de expectativas. As presidenciais adivinham-se e o país vive suspenso em tomadas de decisão pessoais (e não só).
Tudo mudou!Afinal o Homem Fixe ainda consegue compreender o país, a esquerda e os Portugueses.Mário Soares surge hoje aos olhos de muitos como o inevitável o salvador de uma esquerda que se sentia complexada e amedrontada. Ai se não fosse Fixe este Soares!
Tenho por Mário Soares uma inegável estima e admiração. Um Homem para quem a palavra temeroso não faz parte da sua vida e do seu léxico, um Homem velho mas inegávelmente Jovial.Um Homem que sabe pensar Portugal!
Soares contradiz tudo o que é previsivel. Soares é hoje um politico em cena.
Entrou em palco sem encenações mediáticas nem calculismos premeditados e foi claro a todas as respostas...está em momento de reflexão e auscultação!Espero muito sinceramente que Agosto seja um bom conselheiro para este País.
Do outro lado teremos o abominável, desculpem, inevitável Cavaco Silva. Um Homem cuja sua frontalidade deixa muito a desejar. Um temeroso calculista que aguardava à sua porta uma passadeira vermelha para Belém e um apelo dos portugueses.
Enganou-se Cavaco!Os Portugueses não lhe estenderam a passadeira e ele continua a alimentar o ‘tabú\'.Podia tê-lo feito de uma forma mais discreta e pela sua voz. Afinal está em causa uma eleição pessoal. Contudo Cavaco prefere gerir o seu tempo, mostrando-se vivo e disponivel pelas vozes de outros. Vozes, acrescente-se muito pouco simpáticas como as de Dias Loureiro ou Manuela Ferreira Leite.
Aqui existe uma grande diferença. Mário Soares é frontal, Cavaco é um temeroso.Soares assume o risco por convicções colectivas, Cavaco adia assumir uma ambição pessoal que já todos lhe conhecem.
Mário Soares disse que iria ouvir várias personalidades da vida politica, Cavaco Silva ouve apenas uma certa franja do PSD. Só assim se consegue explicar as criticas disparatadas de alguns sectores da direita aquando do pedido de audiência de Mário Soares ao Presidente da Répública.Soares fê-lo (bem) públicamente. Cavaco fê-lo no silêncio, escondendo-se dos Portugueses e dos seus próprios apoios, que depois de se sentirem traidos nas suas convicções tiveram que retirar as suas criticas ao PR.
Enfim esta época será frutifera.Agosto será época de decisões para alguns e de trabalho para outros.
Espero contudo que todos aqueles cuja causa pública se propõem abraçar, trabalhem e reflictam sem se esconder das pessoas alimentando tabús pseudo-estratégicos.Afinal se a politica se destina ás pessoas não devemos fugir delas. São elas que devemos escutar.
Boas férias para quem as tem.

3.8.05

Summercamp 2005

Participei este ano, pela primeira vez, no Summercamp da ECOSY que decorreu de 26 de Julho a 1 de Agosto na Figueira da Foz.
Um dos motivos que me levou a participar no evento foi o facto de se realizar em Portugal, o que representou uma poupança significativa em termos de deslocações. Devo mesmo confessar que “temi” uma invasão de “Tugas” aliciados pela oportunidade de participar num Summercamp com um custo tão reduzido. Puro engano! Para minha surpresa a delegação portuguesa no Summercamp 2005 (excluindo os elementos ligados à Organização) não teria muito mais do que 60 pessoas! Confesso que esperava uma participação mais significativa.
Não me vou alongar em reflexões quanto aos motivos que terão levado a tão fraca adesão mas também não me posso coibir de fazer um pequeno exercício crítico. Do contacto que tive com alguns militantes pareceu-me claro que a informação relativa ao Summercamp chegou com bastante eficácia às estruturas mas a ligação aos militantes de base não terá ocorrido da forma mais eficaz. Por outro lado, também é sobejamente conhecida a inércia dos militantes da JS no que diz respeito à sua participação nas actividades da estrutura por mais aliciantes que sejam. A meu ver, neste caso particular, perdeu quem ficou em casa!
É, contudo, obvio que nem todos os militantes ficaram em casa por falta de vontade. Muitos não participaram porque, decorrendo uma parte do acampamento durante a semana, se tornava difícil, ou mesmo impossível, compatibilizar as obrigações decorrentes da vida profissional com a vontade de estar presentes. Neste aspecto, julgo que devia ter havido, da parte da sede nacional, uma maior divulgação da possibilidade de participar apenas durante o fim-de-semana por 35€. Em conversa com o Pedro Nuno referi-lhe este pormenor tendo-me ele dito que se tratou de uma opção estratégica de forma a incentivar a uma participação durante toda a semana. Julgo, ainda assim, que se tratou de uma opção pouco feliz.
Quanto ao evento em si, merece-me uma apreciação bastante positiva. Houve, obviamente, problemas com a organização (foi nítida a falta de elementos) mas nada que afectasse significativamente o decurso das actividades. Faço apenas uma chamada de atenção à pouca (para não dizer nenhuma) atenção dedicada pela organização às actividades desportivas que decorreram durante o evento (refiro-me apenas às “altas patentes” da organização). Valeu o empenho de alguns camaradas para que fosse possível levar o barco a bom porto.Posto isto, julgo que é justo dar os parabéns à JS pelo arrojo com que se lançou para esta empreitada fazendo votos que não se descanse à sombra desta iniciativa que, apesar de toda a sua importância, não substitui a acção política que se espera e exige de uma estrutura da nossa dimensão.

28.7.05

Hostilidades




DECIDO, dá o mote para o meu primeiro post no blog do meu amigo do coração (conhecidos há muitos, amigos há poucos, do coração ainda menos) Bruno Veloso.

Hostilidades porque DECIDO, que "Este é o espaço onde poderemos dizer basta! Onde poderemos continuar a resistir, lançando a discussão sobre o que se passa!" que dá o mote ao meu blog (passe a publicidade) TROVADOVENTOQUEPASSA.BLOGSPOT.COM.

DECIDO porque BASTA!, todos nós estamos unidos por um elo, UMA NOVA GERAÇÃO DE CIDADÃOS, onde se deu LUGAR À MELHOR GERAÇÃO, mas onde UMA JS nos desiludiu!

Porquê???

As respostas são muitas, mas esta é uma delas...


Embora a foto não corresponda à campanha "Queremos a nossa Casa", aplica-se na perfeição para servir de alerta.

Meus caros NÃO VAMOS FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS, não vos diz nada??? Eu sei que o SUMMERCAMP é importante, o Congresso da Ecosy também o foi, mas nós somos uma Organização Política, não nos podemos reduzir à mera organização de eventos, os jovens esperam mais de nós! Como tal, não podemos mais FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS!


"PCP quer actualizar valores de financiamento

O PCP quer alterar a legislação que regula o financiamento do Estado ao arrendamento jovem, actualizando os valores do incentivo e estabelecendo que os jovens devem gastar 20 por cento do salário para pagar a casa.

O projecto de lei do PCP, entregue esta terça-feira na Assembleia da República, duplica o valor máximo da contribuição estatal para quem tenha menores rendimentos e exclui os jovens com ordenados superiores a 1.592 euros (4,75 vezes o Salário Mínimo Nacional, que é de 374,7 euros) do incentivo ao arrendamento.

O incentivo ao arrendamento jovem destina-se a trabalhadores com idade até 30 anos.

O deputado comunista Miguel Tiago salientou que «a legislação que regula o incentivo ao arrendamento jovem é de 1992 e os seus valores nunca evoluíram» e defendeu que é preciso actualizá-la porque «já não é uma resposta eficaz às necessidades com que os jovens se defrontam».

Como principal mudança proposta pelo PCP, Miguel Tiago apontou que «o valor da renda passa a ser um factor de ponderação», criando-se o princípio de «garantir que, com a comparticipação do Estado, os jovens não gastam mais do que 20 por cento do seu salário a pagar a casa».

Apesar desta «taxa de comparticipação ideal», mantêm-se os limites máximos para a comparticipação do Estado e a regra de que o jovem pode pagar apenas até 50 por cento da renda e de que o Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE) pode financiar, no máximo, 75 por cento da mesma." TSF

Poderão interrogar-se este é o Nuno Pereira que conheciam, ao qual eu respondo, certamente que não! Mas também eu decidi que BASTA!, que já NÃO ME CALO!, e atrevo-me a dizer novamente, sem medo nem receio ESTE É O NOSSO TEMPO!

É DA VIDA!!!

26.7.05

SOARES É FIXE!


Quantos de nós tivemos vontade de votar Mário Soares e não tinhamos 18 anos?

É desta!

SOARES É FIXE!

...cá estou eu!

Foi com grande satisfação e apreço, que acedi ao convite feito pelo meu camarada e amigo Bruno Veloso para participar neste blog.
Espero também eu, poder dar uma ajuda e enriquecê-lo com as minhas humildes opiniões. É já um espaço de excelência na abordagem e debate, dos temas mais pertinentes em discussão na Sociedade Portuguesa.

Obrigado Bruno!

8.7.05

Referendo IVG

Brilhante a análise de Vital Moreira.

Ainda bem que termina com reticências, três pontinhos e só três, que nos permitem acrescentar:

- O PSD não quer o referendo da IVG, pela razão simples de que não pretende alterar a lei que pune as mulheres, violando a sua consciência e cortando os seus direitos;

- Para o PSD esta é uma questão politica. Exclusivamente politica. O PSD olha para o dossier da IVG sem olhar para as mulheres que são diariamente vitimas de uma lei retrógada e castradora dos seus direito;

- O PSD tem nesta matéria o "rabo preso" e inexplicavelmente parece continuar a temer o seu anterior (actual/futuro, não se compreende bem) parceiro de coligação CDS/PP;

- O PSD, maior partido da oposição é hoje em matéria de direitos fundamentais como a IVG, um Gigante refém de um Partido menor mas sempre importante, porque afinal é isso que importa à direita (mesmo que impreparada) , para chegar ao Poder;

Enquanto as lógicas casuisticas de poder se sobrepuserem à verdadeira essência do Poder, que deve ser o trabalho e a execução das ideias em prol da Sociedade, reinar no PSD nunca este coseguirá ser verdadeiramente um partido Humanista.

Esta é uma matéria que a JS deve continuar a tratar com responsabilidade e com a noção de que o mais importante são as Mulheres e os seus direitos.
Mais do que a noticia do dia, mais do que a imagem de uma organização. Este é o tempo de a JS assumir a MULHER e os seus Direitos como Bandeira.

Basta de hipocrisias...
Vamos dar as mãos e lutar pela IVG e pelas Mulheres.

5.7.05

Novas Exixências

A nova era do conhecimento e a sociedade de informação impõe-nos hoje novas exigências e consequentemente novas abordagens, no que respeita à empregabilidade.

Exigências que passam pelo nível de formação e do perfil profissional, atendendo aos novos modelos de gestão organizacional das empresas e pelo importante papel do Estado.

Urge exigir, sem ambiguidades nem preconceitos, um Estado regulador capaz de assumir politicas inadiáveis, sob pena de colocar em causa o nosso futuro e o das próximas gerações.

Tais politicas têm obrigatoriamente que passar pelas alianças indissociáveis do binómio ensino/investigação com a actividade produtiva, atendendo a prioridades regionais especificas, garantindo desta forma uma mentalidade e uma cultura de Inovação capaz de nos diferenciar e projectar social e economicamente.

É dever do Estado garantir de forma activa e determinada uma verdadeira sociedade do conhecimento, valorizando a aprendizagem ao longo da vida.

Compete ao Estado estimular a iniciativa individual pela procura de formação e na geração de auto-emprego a par de uma politica educativa de rigor e qualidade, alargando e diversificando a oferta do sistema de ensino e de formação profissional.

Devemos seguir, sem receios o rumo traçado pela Estratégia de Lisboa, defendendo uma aposta clara na ciência e nas novas tecnologias, que colocadas ao dispor das pessoas lhes proporcionam um acréscimo na qualidade de vida, gerando eficiência e potencializando a competitividade.

Compete ao Estado estimular politicas activas de criação de emprego, promovendo o tele-trabalho, diminuindo as horas de trabalho e consequentemente garantindo o aumento dos índices de produtividade e mais emprego qualificado.

O Estado, nomeadamente durante os governos de Cavaco Silva, permitiu que a abertura de estabelecimentos de ensino superior proliferasse como cogumelos, autorizando o funcionamento de novos cursos, tantas vezes de duvidosa qualidade científica e desenquadrados da realidade que o mercado de trabalho exigia. Hoje, passados largos anos, sentem-se os efeitos de tais politicas, com o desemprego a afectar milhares de jovens licenciados. Devemos por isso assumir de forma prioritária, a criação de mecanismos mais adequados de incentivo à contratação de jovens quadros em busca do primeiro emprego, sem perder de vista as necessidades estruturais do país assim como as especificidades geográficas.

Contudo, não podemos negar a carência de quadros médios numa perspectiva de qualificação e reorganização do sector produtivo. Por isso, é fundamental valorizar a formação profissional, quer ao nível da aprendizagem, bem como ao nível da formação contínua ao longo da vida.

A Sociedade do conhecimento e da Inovação é uma exigência global. No entanto, para uma região como a nossa, esta é a batalha mais importante e a única capaz de ultrapassar os entraves geográficos e a constante perca demográfica, que ao longo dos anos temos vindo a sofrer.

in www.diariodetrasosmontes.com

4.7.05

Albertices

Alberto João Jardim no seu "melhor"!

O que diria este senhor se tais afirmações fossem proferidas em relação aos nossos compatriotas (muitos deles Madeirenses) imigrados na Venezuela e África do Sul?

Este homem está cada vez mais ridículo e as suas afirmações, para além de emitir uma opinião xenófoba tem ainda um cariz muito insultuoso.

É lamentável!

1.7.05

O que eu ouvi!

Fiquei extremamente contente, com o que ouvi na TSF!

Declarações da Sindicalista Guadalupe Simões (Sindicato dos Enfermeiros) a propósito da greve dos enfermeiros, terminavam com uma frase deliciosa:


(cito de memória)
..."este Governo trata toda a gente por igual!"

Como diz o povinho...a boca foge sempre para a verdade.

Fico contente. Esta afirmação indica que o Governo está no bom caminho e que zela pela igualdade entre todos os Portugueses.

Contrariamente, algumas classes profissionais que agora se manifestam, erradamente julgam-se superiores.

28.6.05

Que comentário, este!

http://causa-nossa.blogspot.com/2005/06/que-pas-este_28.html

Não posso de forma alguma concordar com esta afirmação de Vital Moreira.
Muitas são as vezes em que me revejo nas suas análises, mas não esperaria este comentário do Professor.

"Que País, este, onde os estabelecimentos públicos universitários são financeiramente governados pelos utentes e pelo pessoal administrativo!"

Os alunos, a que o professor em tom depreciativo chama de utentes, são o motor de qualquer estabelecimento de ensino, sem eles não há funcionários administrativos nem docentes e obviamente que nos modelos de gestão actuais a sua participação, também nos órgãos de gestão é fundamental.

Aliás, em jeito provocatório atrevo-me a perguntar:
Professores na administração das escolas?
Se os alunos servem apenas e só para aprender, os administrativos para efectuar secretariado aos professores então os professores deveriam dar apenas aulas!!

22.6.05

Verdades

Infelizmente a tendência tablóide da nossa imprensa começa a ser um hábito, um mau hábito.

A titulo de exemplo, cito a noticia de um canal de televisão (não sei precisar qual) que referenciava o orçamento da Assembleia da Républica, criticando-o e vocacionando toda a noticia de forma a que o destinatário (todos nós) tivessemos a ideia de que todo o orçamento era utilizado em gastos com os politicos, ou seja, assessores, secretárias, vencimentos, deslocações (vulgo viagens, para dar um tom ainda mais tablóide) etc..

Desta forma consegue-se um alvo fácil, continuar a ideia de que os politicos através dos seus vencimentos e dos seus gastos descontrolados nunca são afectados em tempo de crise.

Poderia ter dito a reportagem, através da verdade jornalistica qual é a percentagem dos salários dos deputados, pessoal administrativo, etc. no bolo total do orçamento. Mais, poderiam e deviam ainda salientar, entre outras, as despesas da Alta Autoridade para a Comunicação Social (de que tantas vezes se socorrem, e bem) que também é financiada pelo orçamento da AR.

A AR é a casa da Democracia por excelência e a sua dignidade deve ser preservada.

Permitam-me ainda uma referência à noticia do Jornal de Negécios que compara as nomeações do Governo de José Sócrates com as do Governo de Santana Lopes, reportada ao mesmo periodo temporal.
Ora, esta é uma comparação sem termo possível.
Jornalismo sério, poderia comparar a transição Guterres-Durão, ou mesmo Cavaco-Guterres.

No entanto a opção tablóide falou mais alto, afinal, vende melhor. Mesmo que o objectivo de informar com isenção não esteja presente.

É uma comparação sem termo porque Santana Lopes, entre outras coisas, "herdou" alguns Ministros e Secretários de Estado, não necessitando por isso de nomeações acrescidas para esses gabinetes de confiança politica e pessoal.

Das nomeações, supostamente exageradas que a Comunicação Social deu conta, refira-se que elas são em grande número nomeações para os gabinetes Ministeriais.

Podemos, por dificuldades em gerir da melhor forma a nossa atitude critica, achar um exagero todas essas nomeações para os Gabinetes Governamentais. Mas alguém disse que a Democracia não tinha custos?

Mais, parece-me aliás descabido que sempre que o povo muda de Governo se utilizem estas armas politicas de forma tão acéfala. É imperioso assumir que existem lugares de confiança politica.

Considero ainda injusto que a Comunicação Social critique em especial este Governo que tem tido a coragem de mexer, entre outras coisas, nas próprias regalias dos politicos (algumas das quais não concordo) demonstrando que o apertar do cinto é uma exigência e é para todos e teima em definir de forma clara quais são os cargos de confiança politica.

Mas, regressando ainda ás comparações sem termo.

O Governo de Santana não teve que nomear os Governadores Civis nem os seus Gabinetes.
O Governo de Ssntana não necessitou mudar os lugares de confiança politica, como as direcçóes gerais e regionais de diversos organismos públicos.

Jornalismo sério, seria comparar os dados e vberificar quais das nomeações são unanimemente de confiança politica e aquelas cujo transparência nessa matéria deixa a desejar.

15.6.05

Álvaro Cunhal

Há Homens que vivem por causas e se tornam referências.
Álvaro Cunhal é certamente um desses Homens. É com enorme respeito e profundo pesar que me curvo, perante a memória de um lutador anti-fascista. Um Homem recto e convicto, uma personalidade que foi capaz de criar ódios e paixões, mas foi em absoluto um lutador pela causa comunista.

Álvaro Cunhal, a figura de cabelos brancos e sobrancelhas vastas, olhar profundo e intrigante foi uma referência de muitos e a influência de outros tantos. É inquestionável a sua dedicação na luta anti-fascista na intransigente defesa do comunismo e do PCP. Inabalável nas suas convicções, mesmo com a queda do Muro de Berlim, até ao seu último suspiro.

Não me revejo politicamente em Álvaro Cunhal do pós 25 de Abril, mas sinto algum fascinio pela sua abnegação ao ideário comunista e tenho-o como referência incontornável da democracia em Portugal.

Portugal perdeu um lider incontornável da luta anti-fascista...ergue-se hoje o Mito (de quem nunca o quis ser) de um lider de um Homem culto que nos deixa também um legado literário. Um legado ficcionista onde não se quis abstrair nunca da sua condição natural de comunista.

Até sempre.

30.5.05

Felicidades

Hoje é um dia extremamente importante para um amigo meu.

Mais do que camarada, ele é um grande AMIGO...

Este é um amigo que durante o último mandato da JS Bragança me surpreendeu e muito.

Foi alguém, que disse sempre presente... ao trabalho, à iniciativa e a acção!

Esse amigo deu a cara e a disponibilidade, este amigo deu tudo de si...

Se houvesse um prémio revelação esse prémio seria dele.

Como não há, ofereço-lhe um abraço, amigo e agradecido e o desejo de felicidades para esta nova experiência!

UM ABRAÇO T.R.

Vinhais com Garra

Ainda no passado Sábado... e porque a JS Bragança não pára, decorreu um jantar de jovens em apoio ao nosso camarada, e meu amigo, Américo Pereira (candidato á câmara de Vinhais).

Foi um jantar simpático com 300 pessoas, 200 das quais sub 30.
Foi um trabalho duro para a JS Vinhais, que contou com o apoio incondicional do PS local.

Valeu a pena. Como valerá certamente a pena que os outros candidatos agarrem a dinâmica que se começa a impor em Vinhais.

Estão de Parabéns o Ruben, a Helena e toda a malta da JS Vinhais.

VI Convenção Distrital da JS Bragança

Decorreu no passado sábado a Convenção Distrital da JS Bragança.

Uma primeira palavra de agradecimento a todos os camaradas que me conferiram o seu apoio e que mostraram vontade de trabalhar àrduamente por uma JS mais interventiva, mobilizadora e politicamente consciente.

Uma segunda nota de agradecimento muito especial aos amigos de Alcobaça e da Federação de Leiria pela sua presença e pela sua amizade, bem como aos camaradas da Federação de Vila Real.

A convenção decorreu num clima de discussão politica muito interessante, das duas moçoes sectoriais e da moção global que me agradou profundamente.
Foi possivel definir um rumo e uma estratégia interventiva capaz de ir de encontro aos sonhos e ambições dos jovens socialistas do distrito de Bragança.

Foi ainda possível alargar os horizontes e ver que a JS Bragança cresce em qualidade e que os seus militantes estão preparados para os desafios futuros.


Estão todos de Parabéns!

SIM JS!