DEMOCRACIA,CIDADANIA,OPINIÃO (DECIDO) Por vezes desfraldamos bandeiras, erguemos os braços no ar, cantamos vitória...Agimos, manifestamos e celebramos!Esta é uma das muitas vantagens que a Democracia nos oferece, sejamos generosos, alimentemos a DEMOCRACIA com CIDADANIA, construamos a nossa OPINIÂO e PARTICIPEMOS.... Tudo isto porque: "A DEMOCRACIA SOMOS NÓS!"
6.2.06
"O Cerco"
Trogloditas como eu vivem cada vez mais a coberto da sua trincheira, numa batalha de retaguarda contra um exército heterogéneo de moralistas diversos: os profetas do politicamente correcto, os fanáticos religiosos de todos os credos e confissões, os fascistas da saúde, os vigilantes dos bons costumes ou os arautos das ditaduras «alternativas» ou «fracturantes». Se eu digo que nada tenho contra os casamentos homossexuais, mas que, quanto à adopção, sou contra porque ninguém tem o direito de presumir a vontade «alternativa» de uma criança, chamam-me homofóbico (e o Parlamento Europeu acaba de votar uma resolução contra esse flagelo, que, como está à vista, varre a Europa inteira); se a uma senhora que anteontem se indignava no «Público» porque detectou um sorriso condescendente do dr. Souto Moura perante a intervenção de uma deputada, na inquirição sobre escutas na Assembleia da República, eu disser que também escutei a intervenção da deputada com um sorriso condescendente, não por ela ser mulher mas por ser notoriamente incompetente para a função, ela responder-me-ia de certeza que eu sou «machista» e jamais aceitaria que lhe invertesse a tese: que o problema não é aquela deputada ser mulher, o problema é aquela mulher ser deputada; se eu tentar explicar por que razão a caça civilizada é um acto natural, chamam-me assassino dos pobres animaizinhos, sem sequer quererem perceber que os animaizinhos só existem porque há quem os crie, quem os cace e quem os coma; se eu chego a Lisboa, como me aconteceu há dias, e, a vinte quilómetros de distância num céu límpido, vejo uma impressionante nuvem de poluição sobre a cidade, vão-me dizer que o que incomoda verdadeiramente é o fumo do meu cigarro, e até já em Espanha e Itália, os meus países mais queridos, tenho de fumar envergonhadamente à porta dos bares e restaurantes, como um cão tinhoso; enfim, se eu escrever velho em vez de «idoso», drogado em vez de «tóxicodependente», cego em vez de «invisual», preso em vez de «recluso» ou impotente em vez de «portador de disfunção eréctil», vou ser adoptado nas escolas do país como exemplo do vocabulário que não se deve usar. Vou confessar tudo, vou abrir o peito às balas: estou a ficar farto desta gente, deste cerco de vigilantes da opinião e da moral, deste exército de eunucos intelectuais.
Agora vêm-nos com esta história dos «cartoons» sobre Maomé saídos num jornal dinamarquês. Ao princípio a coisa não teve qualquer importância: um «fait-divers» na vida da liberdade de imprensa num país democrático. Mas assim que o incidente foi crescendo e que os grandes exportadores de petróleo, com a Arábia Saudita à cabeça, começaram a exigir desculpas de Estado e a ameaçar com represálias ao comércio e às relações económicas e diplomáticas, as opiniões públicas assustaram-se, os governantes europeus meteram a viola da liberdade de imprensa ao saco e a srª comissária europeia para os Direitos Humanos (!) anunciou um inquérito para apurar eventuais sintomas de «racismo» ou de «intolerância religiosa» nos «cartoons» profanos. Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os «cartoons», mas de quem os publica!
A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo: tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres. A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?
Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença: seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não.
É por isso que eu, que todavia sou um apaixonado pelo mundo árabe e islâmico, quanto toca ao essencial, sou europeu - graças a Deus. Pelo menos, enquanto nos deixarem ser e tivermos orgulho e vontade em continuar a ser a sociedade da liberdade e da tolerância."
Miguel Sousa Tavares
4.2.06
Começa de facto, a assumir contornos muito preocupantes, toda esta questão que gira em torno das caricaturas produzidas na Dinamarca. Penso que em breves frases, Miguel Sousa Tavares e José Pacheco Pereira tocam no essencial da questão, pelo que, irei transcrevê-las de seguida:
"Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica!"
"A história das caricaturas dinamarquesas é extremamente simples e começa e acaba numa linha: é uma questão de liberdade. Ou há, ou não há. O que é novo e precupante são as toalhas de palavras e justificações que começam a ocultar o que devia ser absolutamente simples e onde qualquer palavra a mais é demais."
José Pacheco Pereira
http://abrupto.blogspot.com/
3.2.06
Aviso à Navegação
É, portanto, uma estrutura que não pode remar sem rumo, não pode deixar de reconhecer os seus faróis e limitar-se a seguir os barcos que por ela passam.
Já não é de agora que a J.S. vem defendendo a legalização dos casamentos de homossexuais, entre outros temas igualmente importantes. Mas, não pode reagir em vez de agir com a responsabilidade que lhe compete, não pode limitar-se à reacção imediata porque lá atrás vem outro, porque um qualquer elemento exterior parece ameaçar o protagonismo.
O sucesso das várias iniciativas desta estrutura deve-se a acção, a um espirito de iniciativa que coloca toda a estrutura, em qualquer ponto do país, do Secretário Geral ao militante de base, a debater uma questão a participar na sua solução, a acreditar numa causa e a lutar por ela.
Aproveito para sugerir que esta grave questão que coloca em causa a igualdade entre seres seja tratada com a devida dignidade. Não é um mero argumento para mais protagonismo, muito menos para justificar actividade, menos ainda para justificar a necessidade de afirmação de alguém.
Proponho o lançamento de uma campanha que sensibilize o maior número de cidadãos portugueses, e obviamente aqueles que mais responsabilidades têm.
O Partido Socialista como partido que defende a igualdade, saberá certamente reconhecer o que se trata e motivar-se, também, para esclarecer esta situação, como já aconteceu noutras causas onde a JS foi pioneira.
Portugal não é diferente, nem melhor do que qualquer outro país se for o 5º mundial ou o 4º país da Europa a legalizar o casamento entre homossexuais. Será diferente e mais moderno se realmente compreender o que se trata, se ganhar maturidade suficiente para tratar todo e qualquer cidadão da mesma forma, sem piadas, sem gracinhas, sem reservas de consciência, sem exclusões e repressões.
Porque há mais marés que marinheiros, acredito que melhores dias viram.
É revoltante e inaceitável, a situação que se vive actualmente na Juventude Socialista. (Des) Orientada por um líder que busca unicamente protagonismo pessoal fácil, e que por isso abraça unicamente causas que motivam polémica na opinião pública, devido á cobertura que têm merecido por parte dos media.
Senão analisem-se os factos:
- Desde o dia que foi eleito, que a sua principal preocupação foi, espantem-se, a sua reeleição;
- No momento em que se encontra em curso a requalificação da rede escolar do 1º. Ciclo, que necessita de um acompanhamento atento, devido ás especificidades das nossas diferentes regiões, que poderão por em causa condições essenciais de estudo e formação das nossas crianças, a J.S. não se pronuncia;
-Quando se discute Bolonha, que na actual forma irá retirar direitos adquiridos aos estudantes do Ensino Superior, a J.S. não se pronuncia;
-Vão prescrever este ano, se nada for feito em sentido contrário, milhares de alunos do Ensino Superior. Vítimas de uma Lei de Financiamento injusta, com particular relevo para o seu artigo 5º que define um Regime de Prescrições, que imputa levianamente a responsabilidade do insucesso escolar unicamente ao aluno. Não tendo em conta a qualificação e capacidade pedagógica dos Docentes, a disponibilização de meios humanos a materiais por parte das instituições, entre outras...a J.S. não se pronuncia;
- Existe neste momento uma descriminação inaceitável, na atribuição de verbas para a Acção Social para os diferentes subsistemas de ensino, a J.S. não se pronuncia;
-Militantes da J.S. candidatam-se a Associações e Federações Académicas. Defendo que a J.S., ou uma outra qualquer organização política, não se deve intrometer nas actividades associativas, mas deve incentivar os seus membros a participar activamente para que possam dar o seu melhor contributo. A J.S. não apoia...a J.S. não se pronuncia;
-Surgem na televisão duas mulheres que se pretendem casar, e o Secretário-Geral da J.S., pronuncia-se de imediato. Num claro desrespeito pelos restantes deputados da J.S., que foram eleitos, e portanto, não são nenhuns fantoches, Pedro Nuno Santos avança com uma proposta de lei para legalizar os casamentos homossexuais. Mais uma vez Pedro Nuno Santos vai a reboque do Bloco de Esquerda, como aconteceu na despenalização do aborto, na legalização das drogas e agora na legalização de casamentos homossexuais.
1º É um comportamento verdadeiramente Estalinista, desprezar os restantes deputados da A.R. da J.S., e avançar sozinho sem consultar ninguém, dizendo que fala por toda a J.S.;
2º É uma vergonhosa busca de protagonismo e visibilidade, à qual o facto de estarmos em ano de congresso, não deve ser alheia;
3º Não desprezo a despenalização do aborto, a legalização das drogas e a legalização de casamentos homossexuais, mas existe muito mais Juventude para além destes temas. Existem problemas, que não serão tão mediáticos, mas de importância crucial para os nossos jovens, para o nosso País;
É por estas e outras razões, que a seu tempo virão a público, que eu não apoio o Pedro Nuno Santos, nem me revejo minimamente na sua (falta) estratégia ou conduta política. Tudo farei, para que surja uma alternativa credível, com qualidade, que devolva à J.S. o prestígio e credibilidade de tempos passados.
30.1.06
Ter um Ministro refém do Instituto Superior Técnico já era suficientemente mau, para vermos agora todo um Governo a submeter-se a estes corporativismos escandalosos. O IST há muito que deixou de ser uma referência em muitas áreas da Ciência e Tecnologia, é portanto, vergonhoso colocar os interesses de uma Instituição de Ensino Superior, acima do interesse nacional.
O que tem a dizer o Secretário-Geral da J.S. em relação a isto? O silêncio do costume?
28.1.06
Simplesmente Linda
26.1.06
VATE

A Companhia de Teatro do Algarve - ACTA inovou no Algarve e de certo modo também no país, com a criação de uma sala de espetáculos itenerante. Um autocarro capaz de se tranformar num autêntico teatro. Os cidadãos algarvios passam a poder ter acesso a espetáculos em qualquer localidade da região. Além dos espetáculos a programação do VATE permite também workshops e a possibilidade de grupos de teatro das localidades usufruirem destas instalações.
Muitas vezes há interesse e disponibilidade quer da população, quer dos agentes políticos para levar mais cultura às suas localidades, a inexistência de infra-estruturas adequadas impossibilita que isto seja uma realidade. Cá está uma possível solução que pode e deve ser exportada do Algarve para o resto do país, e porque não, adequada a outro tipo de iniciativas culturais, nomeadamente exposições, museus, música, ect.
É um projecto inovador no âmbito cultural que já fazia falta.
Obrigado ACTA
25.1.06
24.1.06
O “TAL” movimento de cidadania terá consequências nos partidos políticos?
Na minha modesta opinião este resultado do Manuel Alegre nada tem que ver com partidos políticos, nem tão pouco se pode querer passar a imagem que é uma derrota do PS.
Porque?
1º- Porque o Manuel Alegre é socialista e por muito que se queira passar por independente, de certeza mais de 90% dos votos que teve foram de socialistas, e não de independentes.
2º - O meu particularmente e o de muitos militantes do partido socialista, foi porque não gostei nada como este tema foi tratado no PS, não foi claro nem transparente, nunca ninguém percebeu muito bem porque apareceu o Mário Soares como candidato apoiado pelo PS e não outro. Não acho que o Mário Soares (como ficou provado), tivesse argumentos para derrotar o Cavaco Silva. O argumento de ser o pai da democracia em Portugal já está por demais gasto!!! Estes argumentos tipicamente portugueses, saudosistas, nós fomos… ele foi… o povo português não quer argumentos do passado, mas sim argumentos para o futuro!
3º - Em todo o caso não interpreto os votos no Manuel Alegre contra o PS nem contra o Eng. Sócrates, mas contra uma comissão politica de iluminados que acha que as pessoas não têm cabeça para pensar e que são seguidistas ao ponto de votarem em quem ELES acham que devemos votar. Tiveram a resposta bem clara.
4º - Muitos votos da esquerda no Cavaco Silva sim, foram votos contra o governo, de lobis que não estão contentes com as medidas corajosas que estão a ser tomadas pelo PS e votaram no Cavaco.
5º - Ficou provado pelo resultado, se a esquerda tivesse apresentado a sufrágio um candidato consensual, podia e com toda a certeza teria derrotado o Cavaco.
Por ultimo, eleições presidenciais são uma coisa, partidos políticos são outra. E a minha cara camarada Helena Roseta, não sei porque está tão azeda a falar sobre este tema, já todos sabemos que ficou irritada por não ter sido incluída nas listas do partido socialista nas ultimas legislativas… mas é da Vida!!!
Ah!!! Já agora camarada Helena Roseta, não diga que o Manuel Alegre é imprescindível ao PS, pois não há ninguém que seja imprescindível em lugar nenhum, nem mesmo o Presidente da Republica!
Ficam aqui alguns tópicos para reflexão!
23.1.06
Está tudo Amnésico!!!
Cavaco Silva ganhou as eleições presidenciais a primeira volta.
Ganhou as eleições com maioria absoluta no norte do país nos distritos menos desenvolvidos de Portugal (com excepção de Braga) e onde durante os 10 anos como primeiro-ministro nada fez por estas gentes, refiro-me a Viana do Castelo, a Braga, Vila real, Bragança, Guarda, Viseu…
Em Viana dá mesmo que pensar, nas ultimas eleições presidenciais em que Cavaco Silva foi candidato, pediu desculpas no comício de rua por não ter feiro nada pelo desenvolvimento da região, e hoje passados 10 anos, como é que esta gente o premeia… com 60% dos votos do distrito!!!
O distrito da Guarda no tempo do Cavaco Silva tinha acessibilidades quase do terceiro mundo, hoje tem auto-estrada sem portagens, uma linha de caminho de ferro renovada, tudo obra dos governos de esquerda, e como é que brindam o Cavaco Silva pelo que não fez no distrito… com 60% dos votos!!!!
E por ai a diante…
21.1.06
20.1.06
Apadrinhamento a Distancia

Caros Amigos e Camaradas,
Como ultimamente no blog só se tem falado de politica, e como vocês já sabem, no próximo dia 22 eu vou-me ALEGRAR, pretendo aqui deixar o testemunho de uma iniciativa muito interessante.
A CCS Portugal (Centro para a Cooperação e Desenvolvimento), e uma associação sem fins lucrativos que trabalha com crianças em risco em vários países de Africa.
Até aqui nada de novo é mais uma associação que fala muito e na prática não se vê nada!
Pois bem, aqui começa o engano, a grande vantagem desta associação e que ao contrário das outras faz mesmo. O trabalho que desenvolve é fantástico, com uma maneira de financiamento muito original, conhecida como Apadrinhamento a Distância.
A vantagem deste apadrinhamento é que nós conhecemos a pessoa para a qual estamos a enviar o dinheiro, e sabemos exactamente o que se passa com ela. Aquelas duvidas que normalmente as pessoas têm, “sei lá para onde vai o meu dinheiro”, neste caso estão completamente respondidas.
Eu já apadrinhei um menino de Moçambique que se chama Luís e tem nove anos, do qual já me enviaram uma foto e o contacto da criança.
Apadrinhem uma criança vão ver que não custa nada.

19.1.06
SOARES VOLTARÁ
Esta é uma foto de domigo em Bragança (lindo). A neve impediu que Mário Soares viesse pela segunda vez ao encontro destas gentes de Bragança e deste "Reino Maravilhoso".Mas há uma certeza e uma promessa, ele voltará em breve no comboio da segunda volta. (Não confundir com o Comboio da CP que Cavaco retirou de Bragança).
Contrariamente a alguns irresponsáveis e demagogos...Aqui Começa Portugal e aqui começará também a Vitória de Soares!
16.1.06
11.1.06
Não perca este best-seller, venda exclusiva no Centro Comercial Glícinias em Aveiro.
Sessões de demonstração prática entre as 0:30 e as 3:00. Você tem o seu carro lá dentro estacionado, o portão está aberto, mas no entanto não pode retirar a sua viatura, porque você não está no cinema!! Oferece-se um doce, a quem descobrir a lógica deste funcionamento!!
4.1.06
Se dúvidas havia....

...agradeçam a esta discipula de Cavaco Silva.
2.1.06
Ao Nuno Pereira
Este blog entra no seu terceiro ano civil e a sua maturidade exerce-se pela responsabilidade democrática, pela liberdade de pensamento e acima de tudo pelo sentido de responsabilidade, que felizmente nos acompanha e que a todos deveria acompanhar.
Mas depois de ler estas palavras não posso deixá-las passar em claro, por variadissimas razões.
O meu AMIGO e CAMARADA Nuno Pereira é das pessoas a quem a JS mais deve nos últimos anos. Não foi nem nunca elevou a ambição pessoal (legitima) acima dos interesses da nossa estrutura. Sempre teve e tem a clara noção de que a estrutura é feita pelos militantes e que os seus dirigentes devem, humildemente servir e ser a voz de milhares de Jovens Socialistas. Foi isto que me habituei a ver na acção e no pensamento do Nuno.
Fui, durante dois anos companheiro do Nuno na direcção Nacional (de saudosa memória) da Jamila Madeira, vi o Nuno passar noites em branco, nas reuniões, nos acampamentos Nacionais (lembram-se?) onde nos proporcionava os prazeres do seu grande sonho que é o desporto.
Nos fóruns temáticos onde se juntavam os militantes para ensinar, aprender e serem voz activa na participação da JS por um Portugal melhor. Aí...o Nuno esteve sempre lá!De Vinhais a Tavira, passando inevitavelmente por Alcobaça onde lançou pedras fundamentais para a alteração da Lei de Bases do Desporto e que felizmente este Governo abraçou no seu programa. No seu pelouro e onde fosse preciso, do primeiro ao último dia...Na campanha das Europeias, onde o viveu como muitos dos que liderou nessa tournée nacional momentos de grande desgaste fisico e emocional.
O Nuno é hoje incontornável na História da JS. Não é nem ambiciona ser um dinossauro nesta estrutura mas terá, por direito próprio e por vontade de muitos uma voz activa no futuro que a JS construiráo a partir de 2006.
Um Bom Ano para TI e para Todos!
15.12.05
Pela Mesma Razão de Sempre - PORTUGAL
Quem viu no olhar do povotodos os mares que se inventaram
quem deu os passos certos
na hora mais incerta,
quem sempre nos deu voz
e nunca foi calado
quem soube ser como nós
e sempre esteve ao nosso lado
e sempre resistiu
e sempre enfrentou
quem nos quis roubar
a liberdade
refrão
com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:
com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:
quem sempre aqui esteve
e sempre aqui se fez ouvir
quem sempre nos deu força
sem nunca desistir
quem sempre nos deu voz
e nunca foi calado
quem soube ser como nós
e sempre esteve ao nosso lado
e sempre acreditou
e sempre soube unir
para conquistar
a liberdade
refrão
com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:
com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:
Portugal.
13.12.05
O EXTERMINADOR IMPLACÁVEL...

O Exterminador Implacável... do Cinema para a Realidade.
Infelizmente temos situações destas. Quando a ficção se torna realidade.
Schwartznegger, Governador da Califórnia é hoje reponsável por um crime fora das telas.
Nas suas mãos estava a possibilidade de indultar um condenado à morte e não o fez, sujando de sangue as suas próprias mãos e convertendo-se mais uma vez, naquilo a que chamo Assassino Legal.
O Homem hoje executado foi fundador dos Gangs de de Rua de Los Angeles e acusado de assassinar quatro pessoas.
O condenado, Williams, sempre negou a autoria dos crimes. Já no corredor da morte torna-se um importante defensor e difusor da não violência, chegando mesmo a escrever livros para crianças e chegou mesmo a ser indicado para Prémio Nobel da Paz.
Schwartznegger, o Herói do Cinema torna-se assim no Vilão da Realidade...
Schwartznegger...o Assassino Legal.
12.12.05
Recordar a Herança Cavaquista
A Assembleia Constituinte em 1975, construiu uma árvore de organização do estado que, genericamente, se mantém até hoje. Ao poder local, constitucionalmente consagrado através das Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, foi-lhe dada a possibilidade de construir governos locais não-dependentes do poder central; eleito num acto próprio, financeiramente independente e com políticas definidas localmente. Mais próximos das populações em geral, entendia-se que os autarcas poderiam responder melhor às exigências locais das populações e envolver o povo (na altura dizia-se assim...), nas decisões estruturantes do sítio no qual vivia. Mas a Cavaco essa coisa "do povo decidir" sempre lhe fez confusão e com a sua necessidade de secar quem lhe está à volta, em 1987 (DL 384-87 - Regime dos Contratos - Programa de Cooperação entre a Administração Central e Local) e 1988 (DL 363-88 - Condições de Concessão de Auxílio Financeiro às Autarquias Locais), fez aprovar na Assembleia da República um regime jurídico de financiamento das autarquias que as castrou da independência financeira necessária.Ora estas leis não tolhendo directamente os direitos constitucionais, diminuiram substancialmente as verbas do Estado para as autarquias, instituindo um poder local totalmente dependente dos licenciamentos. De uma forma ainda mais clara, estas leis fizeram com que os elencos camarários sejam obrigados a promover os licenciamentos de novas construções para deste modo conseguirem pagar as despesas de funcionamento interno das Câmaras.Foram estas leis de Cavaco, que construiram e continuam a construir o território nacional, mais do que qualquer regulamento, plano ou documento na área do Ordenamento do Território. A partir de 1988, na primeira vaga de Planos Director Municipal, constata-se que todos os concelhos têm espectativas de aumentar os seus índices de construção e, designadamente de habitação. Sucede o patético; os planos passam a prever um Portugal para 60 milhões de habitantes.Cavaco não precisava de ter a maioria dos concelhos nas mãos, pois entregava-os às construtoras, imobiliárias e aos grandes grupos económicos.
in http://cavacoforabelem.blogspot.com/







