20.2.06




"...o tempo avança com cinza, com ar e com água! A pedra que o lodo e a angústia morderam floresce com prontidão com estrondo de mar, e a pequena rosa regressa ao seu delicado túmulo de corola.
O tempo lava e desenvolve, ordena e continua.
E que fica então das pequenas podridões, das pequenas conspirações do silêncio, dos pequenos frios sujos da hostilidade? Nada..."

Pablo Neruda



Estaremos todos dispostos, independentemente das escolhas e opções, a pagar o preço de uma conduta elevada, marcada por uma intransigência de príncipios fundamentais? Sendo que ninguém é dono da verdade absoluta, importa que as decisões provenham de uma saudável e proveitosa discussão de ideias e de estratégias políticas, que permitam a reflexão individual e consciente de todos os envolvidos em momentos decisivos que se avizinham.
Qualquer pessoa gosta do elogio, e de percorrer o caminho menos sinuoso, pois ele opera pela insinuação. Mas não da crítica, e do verdadeiro combate político, já que este opera pela exclusão.

6.2.06

"O Cerco"

"JÁ FALTOU mais para que um dia destes tenha de passar à clandestinidade ou, no mínimo, tenha de me enfiar em casa a viver os meus vícios secretos. Tenho um catálogo deles e todos me parecem ameaçados: sou heterossexual «full time»; fumo, incluindo charutos; bebo; como coisas como pezinhos de coentrada, joaquinzinhos fritos e tordos em vinha d’alhos; vibro com o futebol; jogo cartas, quando arranjo três parceiros para o «bridge» ou quando, de dois em dois anos, passo à porta de um casino e me apetece jogar «black-jack»; não troco por quase nada uma caçada às perdizes entre amigos; acho a tourada um espectáculo deslumbrante, embora não perceba nada do assunto; gosto de ir à pesca «ao corrido» e daquela luta de morte com o peixe, em que ele não quer vir para bordo e eu não quero que ele se solte do anzol; acredito que as pessoas valem pelo seu mérito próprio e que quem tem valor acaba fatalmente por se impor, e por isso sou contra as quotas; deixei de acreditar que o Estado deva gastar os recursos dos contribuintes a tentar «reintegrar» as «minorias» instaladas na assistência pública, como os ciganos, os drogados, os artistas de várias especialidades ou os desempregados profissionais; sou agnóstico (ou ateu, conforme preferirem) e cada vez mais militantemente, à medida que vou constatando a actualidade crescente da velha sentença de Marx de que «a religião é o ópio dos povos»; formado em direito, tornei-me descrente da lei e da justiça, das suas minudências e espertezas e da sua falta de objectividade social, e hoje acredito apenas em três fontes legítimas de lei: a natureza, a liberdade e o bom senso.
Trogloditas como eu vivem cada vez mais a coberto da sua trincheira, numa batalha de retaguarda contra um exército heterogéneo de moralistas diversos: os profetas do politicamente correcto, os fanáticos religiosos de todos os credos e confissões, os fascistas da saúde, os vigilantes dos bons costumes ou os arautos das ditaduras «alternativas» ou «fracturantes». Se eu digo que nada tenho contra os casamentos homossexuais, mas que, quanto à adopção, sou contra porque ninguém tem o direito de presumir a vontade «alternativa» de uma criança, chamam-me homofóbico (e o Parlamento Europeu acaba de votar uma resolução contra esse flagelo, que, como está à vista, varre a Europa inteira); se a uma senhora que anteontem se indignava no «Público» porque detectou um sorriso condescendente do dr. Souto Moura perante a intervenção de uma deputada, na inquirição sobre escutas na Assembleia da República, eu disser que também escutei a intervenção da deputada com um sorriso condescendente, não por ela ser mulher mas por ser notoriamente incompetente para a função, ela responder-me-ia de certeza que eu sou «machista» e jamais aceitaria que lhe invertesse a tese: que o problema não é aquela deputada ser mulher, o problema é aquela mulher ser deputada; se eu tentar explicar por que razão a caça civilizada é um acto natural, chamam-me assassino dos pobres animaizinhos, sem sequer quererem perceber que os animaizinhos só existem porque há quem os crie, quem os cace e quem os coma; se eu chego a Lisboa, como me aconteceu há dias, e, a vinte quilómetros de distância num céu límpido, vejo uma impressionante nuvem de poluição sobre a cidade, vão-me dizer que o que incomoda verdadeiramente é o fumo do meu cigarro, e até já em Espanha e Itália, os meus países mais queridos, tenho de fumar envergonhadamente à porta dos bares e restaurantes, como um cão tinhoso; enfim, se eu escrever velho em vez de «idoso», drogado em vez de «tóxicodependente», cego em vez de «invisual», preso em vez de «recluso» ou impotente em vez de «portador de disfunção eréctil», vou ser adoptado nas escolas do país como exemplo do vocabulário que não se deve usar. Vou confessar tudo, vou abrir o peito às balas: estou a ficar farto desta gente, deste cerco de vigilantes da opinião e da moral, deste exército de eunucos intelectuais.
Agora vêm-nos com esta história dos «cartoons» sobre Maomé saídos num jornal dinamarquês. Ao princípio a coisa não teve qualquer importância: um «fait-divers» na vida da liberdade de imprensa num país democrático. Mas assim que o incidente foi crescendo e que os grandes exportadores de petróleo, com a Arábia Saudita à cabeça, começaram a exigir desculpas de Estado e a ameaçar com represálias ao comércio e às relações económicas e diplomáticas, as opiniões públicas assustaram-se, os governantes europeus meteram a viola da liberdade de imprensa ao saco e a srª comissária europeia para os Direitos Humanos (!) anunciou um inquérito para apurar eventuais sintomas de «racismo» ou de «intolerância religiosa» nos «cartoons» profanos. Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os «cartoons», mas de quem os publica!
A Dinamarca não tem petróleo, mas é um dos países mais civilizados do mundo: tem um verdadeiro Estado Social, uma sociedade aberta que pratica a igualdade de direitos a todos os níveis, respeita todas as crenças, protege todas as minorias, defende o cidadão contra os abusos do Estado e a liberdade contra os poderosos, socorre os doentes e os velhos, ajuda os desfavorecidos, acolhe os exilados, repudia as mordomias do poder, cobra impostos a todos os ricos, sem excepção, e distribui pelos pobres. A Arábia Saudita tem petróleo e pouco mais: é um país onde as mulheres estão excluídas dos direitos, onde a lei e o Estado se confundem com a religião, onde uma oligarquia corrupta e ostentatória divide entre si o grosso das receitas do petróleo, onde uma polícia de costumes varre as ruas em busca de sinais de «imoralidade» privada, onde os condenados são enforcados em praça pública, os ladrões decepados e as «adúlteras» apedrejadas em nome de um código moral escrito há quase seiscentos anos. E a Dinamarca tem de pedir desculpas à Arábia Saudita por ser como é e por acreditar nos valores em que acredita?
Eu não teria escrito nem publicado «cartoons» a troçar com Maomé ou com a Nossa Senhora de Fátima. Porque respeito as crenças e a sensibilidade religiosa dos outros, por mais absurdas que elas me possam parecer. Mas no meu código de valores - que é o da liberdade - não proíbo que outros o façam, porque a falta de gosto ou de sensibilidade também têm a liberdade de existir. E depois as pessoas escolhem o que adoptar. É essa a grande diferença: seguramente que vai haver quem pegue neste meu texto e o deite ao lixo, indignado. É o seu direito. Mas censurá-lo previamente, como alguns seguramente gostariam, isso não.
É por isso que eu, que todavia sou um apaixonado pelo mundo árabe e islâmico, quanto toca ao essencial, sou europeu - graças a Deus. Pelo menos, enquanto nos deixarem ser e tivermos orgulho e vontade em continuar a ser a sociedade da liberdade e da tolerância."

Miguel Sousa Tavares

4.2.06




Começa de facto, a assumir contornos muito preocupantes, toda esta questão que gira em torno das caricaturas produzidas na Dinamarca. Penso que em breves frases, Miguel Sousa Tavares e José Pacheco Pereira tocam no essencial da questão, pelo que, irei transcrevê-las de seguida:


"Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica!"
Miguel Sousa Tavares
Expresso


"A história das caricaturas dinamarquesas é extremamente simples e começa e acaba numa linha: é uma questão de liberdade. Ou há, ou não há. O que é novo e precupante são as toalhas de palavras e justificações que começam a ocultar o que devia ser absolutamente simples e onde qualquer palavra a mais é demais."

José Pacheco Pereira
http://abrupto.blogspot.com/

3.2.06

Aviso à Navegação

A Juventude Socialista é uma estrutura política de jovens. A sua história, com pouco mais de 30 anos, revela a importância e responsabilidade com que já interviu nos vários sectores da sociedade portuguesa.

É, portanto, uma estrutura que não pode remar sem rumo, não pode deixar de reconhecer os seus faróis e limitar-se a seguir os barcos que por ela passam.

Já não é de agora que a J.S. vem defendendo a legalização dos casamentos de homossexuais, entre outros temas igualmente importantes. Mas, não pode reagir em vez de agir com a responsabilidade que lhe compete, não pode limitar-se à reacção imediata porque lá atrás vem outro, porque um qualquer elemento exterior parece ameaçar o protagonismo.

O sucesso das várias iniciativas desta estrutura deve-se a acção, a um espirito de iniciativa que coloca toda a estrutura, em qualquer ponto do país, do Secretário Geral ao militante de base, a debater uma questão a participar na sua solução, a acreditar numa causa e a lutar por ela.

Aproveito para sugerir que esta grave questão que coloca em causa a igualdade entre seres seja tratada com a devida dignidade. Não é um mero argumento para mais protagonismo, muito menos para justificar actividade, menos ainda para justificar a necessidade de afirmação de alguém.

Proponho o lançamento de uma campanha que sensibilize o maior número de cidadãos portugueses, e obviamente aqueles que mais responsabilidades têm.
O Partido Socialista como partido que defende a igualdade, saberá certamente reconhecer o que se trata e motivar-se, também, para esclarecer esta situação, como já aconteceu noutras causas onde a JS foi pioneira.

Portugal não é diferente, nem melhor do que qualquer outro país se for o 5º mundial ou o 4º país da Europa a legalizar o casamento entre homossexuais. Será diferente e mais moderno se realmente compreender o que se trata, se ganhar maturidade suficiente para tratar todo e qualquer cidadão da mesma forma, sem piadas, sem gracinhas, sem reservas de consciência, sem exclusões e repressões.



Porque há mais marés que marinheiros, acredito que melhores dias viram.



É revoltante e inaceitável, a situação que se vive actualmente na Juventude Socialista. (Des) Orientada por um líder que busca unicamente protagonismo pessoal fácil, e que por isso abraça unicamente causas que motivam polémica na opinião pública, devido á cobertura que têm merecido por parte dos media.

Senão analisem-se os factos:

- Desde o dia que foi eleito, que a sua principal preocupação foi, espantem-se, a sua reeleição;

- No momento em que se encontra em curso a requalificação da rede escolar do 1º. Ciclo, que necessita de um acompanhamento atento, devido ás especificidades das nossas diferentes regiões, que poderão por em causa condições essenciais de estudo e formação das nossas crianças, a J.S. não se pronuncia;

-Quando se discute Bolonha, que na actual forma irá retirar direitos adquiridos aos estudantes do Ensino Superior, a J.S. não se pronuncia;

-Vão prescrever este ano, se nada for feito em sentido contrário, milhares de alunos do Ensino Superior. Vítimas de uma Lei de Financiamento injusta, com particular relevo para o seu artigo 5º que define um Regime de Prescrições, que imputa levianamente a responsabilidade do insucesso escolar unicamente ao aluno. Não tendo em conta a qualificação e capacidade pedagógica dos Docentes, a disponibilização de meios humanos a materiais por parte das instituições, entre outras...a J.S. não se pronuncia;

- Existe neste momento uma descriminação inaceitável, na atribuição de verbas para a Acção Social para os diferentes subsistemas de ensino, a J.S. não se pronuncia;

-Militantes da J.S. candidatam-se a Associações e Federações Académicas. Defendo que a J.S., ou uma outra qualquer organização política, não se deve intrometer nas actividades associativas, mas deve incentivar os seus membros a participar activamente para que possam dar o seu melhor contributo. A J.S. não apoia...a J.S. não se pronuncia;

-Surgem na televisão duas mulheres que se pretendem casar, e o Secretário-Geral da J.S., pronuncia-se de imediato. Num claro desrespeito pelos restantes deputados da J.S., que foram eleitos, e portanto, não são nenhuns fantoches, Pedro Nuno Santos avança com uma proposta de lei para legalizar os casamentos homossexuais. Mais uma vez Pedro Nuno Santos vai a reboque do Bloco de Esquerda, como aconteceu na despenalização do aborto, na legalização das drogas e agora na legalização de casamentos homossexuais.

1º É um comportamento verdadeiramente Estalinista, desprezar os restantes deputados da A.R. da J.S., e avançar sozinho sem consultar ninguém, dizendo que fala por toda a J.S.;

2º É uma vergonhosa busca de protagonismo e visibilidade, à qual o facto de estarmos em ano de congresso, não deve ser alheia;

3º Não desprezo a despenalização do aborto, a legalização das drogas e a legalização de casamentos homossexuais, mas existe muito mais Juventude para além destes temas. Existem problemas, que não serão tão mediáticos, mas de importância crucial para os nossos jovens, para o nosso País;

É por estas e outras razões, que a seu tempo virão a público, que eu não apoio o Pedro Nuno Santos, nem me revejo minimamente na sua (falta) estratégia ou conduta política. Tudo farei, para que surja uma alternativa credível, com qualidade, que devolva à J.S. o prestígio e credibilidade de tempos passados.

30.1.06





Sócrates exclui consórcio em rede e admite a ligação do MIT a apenas uma universidade portuguesa.

Diário Económico

Ter um Ministro refém do Instituto Superior Técnico já era suficientemente mau, para vermos agora todo um Governo a submeter-se a estes corporativismos escandalosos. O IST há muito que deixou de ser uma referência em muitas áreas da Ciência e Tecnologia, é portanto, vergonhoso colocar os interesses de uma Instituição de Ensino Superior, acima do interesse nacional.

O que tem a dizer o Secretário-Geral da J.S. em relação a isto? O silêncio do costume?


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28.1.06

Simplesmente Linda

Para relaxar e descontrair....ao futuro....


Simplesmente fabulosa a fotografia e a beleza desta baby de seu nome Ana e sobrinha de um grande Amigo.

26.1.06

VATE


A Companhia de Teatro do Algarve - ACTA inovou no Algarve e de certo modo também no país, com a criação de uma sala de espetáculos itenerante. Um autocarro capaz de se tranformar num autêntico teatro. Os cidadãos algarvios passam a poder ter acesso a espetáculos em qualquer localidade da região. Além dos espetáculos a programação do VATE permite também workshops e a possibilidade de grupos de teatro das localidades usufruirem destas instalações.

Muitas vezes há interesse e disponibilidade quer da população, quer dos agentes políticos para levar mais cultura às suas localidades, a inexistência de infra-estruturas adequadas impossibilita que isto seja uma realidade. Cá está uma possível solução que pode e deve ser exportada do Algarve para o resto do país, e porque não, adequada a outro tipo de iniciativas culturais, nomeadamente exposições, museus, música, ect.

É um projecto inovador no âmbito cultural que já fazia falta.

Obrigado ACTA

19.1.06

SOARES VOLTARÁ

Esta é uma foto de domigo em Bragança (lindo). A neve impediu que Mário Soares viesse pela segunda vez ao encontro destas gentes de Bragança e deste "Reino Maravilhoso".

Mas há uma certeza e uma promessa, ele voltará em breve no comboio da segunda volta. (Não confundir com o Comboio da CP que Cavaco retirou de Bragança).

Contrariamente a alguns irresponsáveis e demagogos...Aqui Começa Portugal e aqui começará também a Vitória de Soares!

16.1.06




Será que alguém explica ao senhor que se está a candidatar a Presidente da República, e não a Primeiro-Ministro?


Nota: Caso ele já saiba, expliquem-lhe que não vivemos num regime presidencialista.


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11.1.06





Não perca este best-seller, venda exclusiva no Centro Comercial Glícinias em Aveiro.
Sessões de demonstração prática entre as 0:30 e as 3:00. Você tem o seu carro lá dentro estacionado, o portão está aberto, mas no entanto não pode retirar a sua viatura, porque você não está no cinema!! Oferece-se um doce, a quem descobrir a lógica deste funcionamento!!


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2.1.06

Ao Nuno Pereira

Podemos entrar no novo ano desejando mil e uma coisas. Também sei é certo que este blog deveria dedicar um Bom ano a todos os que nos visitam (o que obviamente desejo), a todos e sem excepção, mesmo aqueles que procuram este blog pela curiosidade de nele poderem encontar alguma critica mais mordaz.
Este blog entra no seu terceiro ano civil e a sua maturidade exerce-se pela responsabilidade democrática, pela liberdade de pensamento e acima de tudo pelo sentido de responsabilidade, que felizmente nos acompanha e que a todos deveria acompanhar.

Mas depois de ler estas palavras não posso deixá-las passar em claro, por variadissimas razões.

O meu AMIGO e CAMARADA Nuno Pereira é das pessoas a quem a JS mais deve nos últimos anos. Não foi nem nunca elevou a ambição pessoal (legitima) acima dos interesses da nossa estrutura. Sempre teve e tem a clara noção de que a estrutura é feita pelos militantes e que os seus dirigentes devem, humildemente servir e ser a voz de milhares de Jovens Socialistas. Foi isto que me habituei a ver na acção e no pensamento do Nuno.

Fui, durante dois anos companheiro do Nuno na direcção Nacional (de saudosa memória) da Jamila Madeira, vi o Nuno passar noites em branco, nas reuniões, nos acampamentos Nacionais (lembram-se?) onde nos proporcionava os prazeres do seu grande sonho que é o desporto.
Nos fóruns temáticos onde se juntavam os militantes para ensinar, aprender e serem voz activa na participação da JS por um Portugal melhor. Aí...o Nuno esteve sempre lá!De Vinhais a Tavira, passando inevitavelmente por Alcobaça onde lançou pedras fundamentais para a alteração da Lei de Bases do Desporto e que felizmente este Governo abraçou no seu programa. No seu pelouro e onde fosse preciso, do primeiro ao último dia...Na campanha das Europeias, onde o viveu como muitos dos que liderou nessa tournée nacional momentos de grande desgaste fisico e emocional.

O Nuno é hoje incontornável na História da JS. Não é nem ambiciona ser um dinossauro nesta estrutura mas terá, por direito próprio e por vontade de muitos uma voz activa no futuro que a JS construiráo a partir de 2006.

Um Bom Ano para TI e para Todos!

15.12.05

Pela Mesma Razão de Sempre - PORTUGAL

Quem viu no olhar do povo
todos os mares que se inventaram
quem deu os passos certos
na hora mais incerta,

quem sempre nos deu voz
e nunca foi calado
quem soube ser como nós
e sempre esteve ao nosso lado

e sempre resistiu
e sempre enfrentou
quem nos quis roubar
a liberdade

refrão

com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:

com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:

quem sempre aqui esteve
e sempre aqui se fez ouvir
quem sempre nos deu força
sem nunca desistir

quem sempre nos deu voz
e nunca foi calado
quem soube ser como nós
e sempre esteve ao nosso lado

e sempre acreditou
e sempre soube unir
para conquistar
a liberdade

refrão

com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:

com os que partem, com os que voltam,
com os que sempre aqui estiveram,
pela mesma razão de sempre:
Portugal.

13.12.05

O EXTERMINADOR IMPLACÁVEL...


O Exterminador Implacável... do Cinema para a Realidade.
Infelizmente temos situações destas. Quando a ficção se torna realidade.

Schwartznegger, Governador da Califórnia é hoje reponsável por um crime fora das telas.

Nas suas mãos estava a possibilidade de indultar um condenado à morte e não o fez, sujando de sangue as suas próprias mãos e convertendo-se mais uma vez, naquilo a que chamo Assassino Legal.

O Homem hoje executado foi fundador dos Gangs de de Rua de Los Angeles e acusado de assassinar quatro pessoas.

O condenado, Williams, sempre negou a autoria dos crimes. Já no corredor da morte torna-se um importante defensor e difusor da não violência, chegando mesmo a escrever livros para crianças e chegou mesmo a ser indicado para Prémio Nobel da Paz.

Schwartznegger, o Herói do Cinema torna-se assim no Vilão da Realidade...
Schwartznegger...o Assassino Legal.

12.12.05

Recordar a Herança Cavaquista

Cavaco e o Poder Local

A Assembleia Constituinte em 1975, construiu uma árvore de organização do estado que, genericamente, se mantém até hoje. Ao poder local, constitucionalmente consagrado através das Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, foi-lhe dada a possibilidade de construir governos locais não-dependentes do poder central; eleito num acto próprio, financeiramente independente e com políticas definidas localmente. Mais próximos das populações em geral, entendia-se que os autarcas poderiam responder melhor às exigências locais das populações e envolver o povo (na altura dizia-se assim...), nas decisões estruturantes do sítio no qual vivia. Mas a Cavaco essa coisa "do povo decidir" sempre lhe fez confusão e com a sua necessidade de secar quem lhe está à volta, em 1987 (DL 384-87 - Regime dos Contratos - Programa de Cooperação entre a Administração Central e Local) e 1988 (DL 363-88 - Condições de Concessão de Auxílio Financeiro às Autarquias Locais), fez aprovar na Assembleia da República um regime jurídico de financiamento das autarquias que as castrou da independência financeira necessária.Ora estas leis não tolhendo directamente os direitos constitucionais, diminuiram substancialmente as verbas do Estado para as autarquias, instituindo um poder local totalmente dependente dos licenciamentos. De uma forma ainda mais clara, estas leis fizeram com que os elencos camarários sejam obrigados a promover os licenciamentos de novas construções para deste modo conseguirem pagar as despesas de funcionamento interno das Câmaras.Foram estas leis de Cavaco, que construiram e continuam a construir o território nacional, mais do que qualquer regulamento, plano ou documento na área do Ordenamento do Território. A partir de 1988, na primeira vaga de Planos Director Municipal, constata-se que todos os concelhos têm espectativas de aumentar os seus índices de construção e, designadamente de habitação. Sucede o patético; os planos passam a prever um Portugal para 60 milhões de habitantes.Cavaco não precisava de ter a maioria dos concelhos nas mãos, pois entregava-os às construtoras, imobiliárias e aos grandes grupos económicos.


in http://cavacoforabelem.blogspot.com/

4.12.05

O bicho papão

Era uma vez o menino Mário, o menino Jerónimo, o menino Francisco e o menino Manuel.
Um dia estes meninos decidiram brincar aos chefes, mas cada um deles queria ser o chefe principal, aquele que mandava nos outros chefinhos todos, e então começaram a ficar todos muito irritados, porque nenhum deles deixava o outro ser o chefe.
Então tiveram uma ideia, cada um deles iria dizer porque deveria ser chefe:
O menino Francisco começou a dizer que ele é que deveria ser o chefe, porque só ele iria deixar os outros serem felizes: "Vocês vão puder ler muito e conversar. Vou deixar-vos dizer tudo o que pensam e até podem fazer o que vos der na real gana, desde que não prejudiquem os outros.".
O menino Jerónimo disse: "Eu deveria ser chefe, porque comigo não há chefes!"
Os outros ficaram admirados: "Não há chefe? Então porque queres ser chefe?"
O Jerónimo respondeu: "Eu seria chefe para garantir que ninguém era mais chefe do que o outro! Comigo sentavamo-nos todos em volta da fogueira e cantavamos e decidiamos em conjunto o que fazer! Comigo é assim: todos unidos!!!"
O menino Manuel não ficou convencido e disse:
"Regresso
E contudo perdendo-te encontraste.
E nem deuses nem monstros nem tiranos
te puderam deter. A mim os oceanos.
E foste. E aproximaste.

Antes de ti o mar era mistério.
Tu mostraste que o mar era só mar.
Maior do que qualquer império
foi a aventura de partir e de chegar.

Mas já no mar quem fomos é estrangeiro
e já em Portugal estrangeiros somos.
Se em cada um de nós há ainda um marinheiro
vamos achar em Portugal quem nunca fomos.

De Calicute até Lisboa sobre o sal
e o Tempo. Porque é tempo de voltar
e de voltando achar em Portugal
esse país que se perdeu de mar em mar."

Então o menino Mário disse: "Ó "Manel" eu já ando cá há muito tempo não tenho tempo para isso. Sou o mais velho e por isso já tou habituado a orientar as nossas brincadeiras, por isso eu é que devo ser o chefe. Além disso, e por causa disso, sou o que tem mais conhecimentos e sei fazer as coisas!"
Depois de cada um ter dito porque deveria ser chefe, não chegaram a conclusão nenhuma, e começaram a barafustar cada um para seu lado, em monossílabos, gestos e acenos de contradição. De vez em quando um exaltava-se e outro respondia. Amuados seguiram juntos, (mas distantes o suficiente para não se tocarem) para casa.
Pelo caminho ouviram uma voz, calma e segura,
-"Quem és tu voz?" - perguntou o menino Mário
E todos tiveram medo quando ela lhes disse:
-"Nem vos vou dar Cavaco!"

28.11.05

CAVACO O SÁBIO...


...Segundo a visão de Jerónimo de Sousa.

Retirando a metáfora do macaco, evidentemente que Cavaco é assim.

Mas pior que ser assim é parecer assim na tentativa de alcançar o Poder Presidencial, o que duplica as nossas doses de preocupação.